Não é de hoje que se ouvem rumores sobre a manutenção da TAM. Alguns falam em desleixo, outros em economia, outros em crime. A meu ver, no mínimo, no mínimo, por mais que um defeito possa ser relevado de acordo com o manual (que se exploda o manual, estamos falando de vidas), ele deveria ser comunicado aos passageiros, que poderiam optar por viajar ou não na aeronave. Se eu soubesse que iria embarcar rumo a Congonhas com chuva, num avião grande como o A320 com um reversor pinado, iria preferir dormir no aeroporto. É claro que, graças ao Marketing, a companhia não faz esse tipo de aviso. Seria um contra-senso, uma imbecilidade. Agora, face a tantas derrapagens e trens de pousos que não abrem, a tantas turbinas que soltam peças e carenagens que explodem, a reversores que abrem em pleno vôo e fecham na aterrissagem, e a tantas porcarias causadas por "detalhes" que, sim, envolvem a correta manutenção das aeronaves, imbecilidade é insistir em voar por esta companhia.
quarta-feira, julho 25, 2007
Não é de hoje que se ouvem rumores sobre a manutenção da TAM. Alguns falam em desleixo, outros em economia, outros em crime. A meu ver, no mínimo, no mínimo, por mais que um defeito possa ser relevado de acordo com o manual (que se exploda o manual, estamos falando de vidas), ele deveria ser comunicado aos passageiros, que poderiam optar por viajar ou não na aeronave. Se eu soubesse que iria embarcar rumo a Congonhas com chuva, num avião grande como o A320 com um reversor pinado, iria preferir dormir no aeroporto. É claro que, graças ao Marketing, a companhia não faz esse tipo de aviso. Seria um contra-senso, uma imbecilidade. Agora, face a tantas derrapagens e trens de pousos que não abrem, a tantas turbinas que soltam peças e carenagens que explodem, a reversores que abrem em pleno vôo e fecham na aterrissagem, e a tantas porcarias causadas por "detalhes" que, sim, envolvem a correta manutenção das aeronaves, imbecilidade é insistir em voar por esta companhia.
terça-feira, julho 24, 2007
O Cri Crítico - TransformersQuem diria que eu comentaria este filme antes do Nery?
Eu estava em Sampa, num sábado à tarde, ao lado de uma sala de cinema THX toda especial, assinada pelo George Lucas. Não tinha lugar melhor para ver um filme desses, recheado de CGI e efeitos especiais. Sendo assim, Bumblebee, Optimus Prime e o restante dos Autobots e dos Decepticons me surpreenderam.
A computação gráfica do filme é animal, e a interação com os humanos é extremamente bem-feita. Não é de se estranhar que, apesar de contarem com 1.500 computadores trabalhando em paralelo, alguns frames do filme tenham ficado 38 horas renderizando. A história é bobinha, tem situações perdidas e tal, mas vale a pena ver este filme numa telona pela excelência dos efeitos visuais e pela quantidade de estrago que os robozinhos nada delicados deixam pelo caminho.
segunda-feira, julho 16, 2007
Presidente - Sabe!? Eu não entendo as pessoa...
Marta - Ora, você não pode se abalar só por causa de uma vaiazinha.
Presidente - Quer dizer, pôxa, eu coloquei 2 bilhões do dinheiro público para organizar esses jogos é isso que recebo em troca?
Marta – As pessoas são ingratas mesmo.
Presidente – Nunca na história desse País se fez tanto pelo esporte... é isso que mereço?
Marta – Não se abale, pense nos índices de popularidade!
Presidente – Eu penso e é isso que não entendo. Não entendo as coisas, as pessoa...
Marta – Analise comigo: quanto custava um ingresso para a abertura dos jogos?
Presidente – E eu é que sei!? Agora você também acha que eu tenho que saber de tudo...
Marta – Olha só, imagine que o ingresso estava na faixa dos R$150,00.
Presidente – E...!?
Marta – Povo que é povo não pode pagar isso por um ingresso, então quem pode?
Presidente – As elites?
Marta – E o que as elites querem?
Presidente – Me derrubar.
Marta – As 80 mil pessoas no Maracanã eram as elites!
Presidente – Faz sentido...Ainda mais sabendo que a imprensa estaria transmitindo. Era isso que a imprensa queria, é um complô!
Marta – E você viu quem tava lá também? Aécio, o Serra...
Presidente – Os tucanos! Garanto que eles estão envolvidos com isso!
Marta – Agora você entendeu! As elites lotaram o estádio, a mando dos tucanos, para junto com a imprensa, tentar arranhar a sua imagem perante o mundo inteiro. Muito simples.
Presidente – Tem razão! O povo não tem nada a ver com isso... É pura armação daqueles que me perseguem. Chegando em Brasília eu vou cobrar alguma atitude de alguém. Falando nisso, falta muito pra pousá?
Marta – Pra que a pressa? Relaxa e goza.
sexta-feira, julho 06, 2007
Monty Python rulesVocê pode ligar o You Tube e ficar horas buscando esquetes do seu grupo inglês de humor britânico favorito. Ou você pode clicar aqui e descobrir que alguém que gosta mais do que você do seu grupo inglês de humor britânico favorito já catalogou uma porção de filmetes e organizou tudo num grande painel, tornando bem mais fácil e visual a sua busca. Se tiver preguiça de achar o link no aqui anterior, clique aqui.
sexta-feira, junho 29, 2007
quinta-feira, junho 28, 2007

E a égua pulou a cerca
O bicho aí do lado não é fruto de Photoshop. Ela se chama Eclyse e é filha de uma égua que deu zebra, ou melhor, que deu pro zebro. O marido da égua virou um unicórnio, mas dele ninguém tirou foto. Más línguas dão conta de que vive no bar, virando todas e dizendo para quem quiser ouvir: "Você não sabe o que eu estou passando".
quarta-feira, junho 27, 2007

A volta do Cri-Crítico - "O Caçador de Pipas"
Eu não sou um devorador de bestsellers. Mas não tenho vergonha nehuma de ler algo que está fazendo sucesso em todo o mundo. Por mais inócua que a história seja, sempre dá para tirar alguma coisa, nem que seja uma idéia do tipo de argumento que agrada a uma grande fatia da população.
Em "O Caçador de Pipas", o médico e escritor afegão Khaled Hosseini conta a história de dois meninos que cresceram juntos no Afeganistão dos anos 70. Um rico, outro pobre; um covarde e duas caras, outro corajoso e íntegro. Narrado pelo menino mimado, o livro traz descrições quase táteis de lugares, dos cheiros e da cultura local, levando o leitor para dentro da capital de um país destruído pela invasão soviética, pelos maníacos do Taliban e por algumas bombas endereçadas a Bin Laden.
Como todo bom livro deve fazer, "O Caçador de Pipas" mexe com as emoções. Ao longo da história você fica surpreso, chateado, puto, feliz, triste, indignado, cansado e, de certa forma, até agradecido. Ou seja, nada mal para um romance de estréia. Ao contrário de outros autores bestsellers, Hosseini me deixou com vontade de ler o seu segundo livro, o recém-lançado "A Thousand Splendid Suns".
terça-feira, junho 26, 2007
O quarto estava escuro, muito escuro. Podia-se dizer que parecia noite caso noite já não fosse. Fato é que estava um breu. Uma escuridão acentuada, daquelas de meter medo até em morcego, bicho que geralmente não está nem aí para essas coisas. Foi nessa situação que Cindy acordou. Ela abriu os olhos e nada apareceu em sua retina, talvez por uma falha de comunicação entre o humor aquoso e os bastonetes, mas isso é outra história.
Incomodada (sim, como ficava a sua avó), pôs-se a fechá-los novamente, como se esta ação — agravada pelo pretume — demandasse uma estrutura verbal composta. Esperou alguns segundos e abriu-os mais uma vez. Nada viu. Tornou a fechá-los. Estava tudo preto, inclusive o cara que se encontrava em sua cama. Aliás, nem o cara ela conseguia encontrar.
Cansada dessa história, Cindy resolveu abrir seus olhos enfaticamente, assim, de supetão, na tentativa de ver o rabo da luz fugindo pela fresta da porta. Foi em vão. Como não viu nada, fechou os olhos e voltou a dormir. Vá entender essas mulheres.
segunda-feira, junho 25, 2007
Contos curtos - I Eram 10h54 da manhã quando Jurema acordou. Ela não estava doente, não estava de ressaca e nem tinha ido dormir tarde. Mesmo assim, Jurema acordou às 10h54. E antes que você ache qualquer coisa, era domingo, estava frio, e Jurema estava estreando um colchão todo chique, estilo americano, daqueles de duas camadas e tal. Pagou no cartão, em 12 vezes. Com os pontos acumulados pretende comprar um travesseiro conturpílou, que viu anunciado na TV. Jurema não é boba. Ela ganha por hora. Se o cliente que paga para dormir com ela realmente dorme, azar o dele. O taxímetro do colchão não pára.
sexta-feira, junho 22, 2007
Nesses conturbados, relaxados e gozados dias, em que você é um cara de sorte se o aviãoatrasar apenas 2 horas, eis um site mais do que conveniente.
Aqui você pode checar o andamento (ou paramento) do vôo que quiser.
Se não souber o número do vôo, pode ver a lista por aeroporto, como se estivesse olhando para aqueles monitores que ficam nos saguões. Não sei quanto a você, mas esta deve ser a primeira vez que escrevo a palavra saguões.
quarta-feira, junho 13, 2007

Ok, não é a descoberta da roda, mas é um achado dos quadrinhos: uma rara entrevista - em português!!! - com Bill Watterson, o pai do Calvin & Haroldo. Boa leitura.
quarta-feira, junho 06, 2007
sexta-feira, maio 11, 2007

Do Ricardo Calil (aqui no NoMínimo de ontem): "O canal Sky Movies Sci-Fi & Horror realizou uma pesquisa em Londres para descobrir as diferenças entre os gostos cinematográficos de homens e mulheres. A pergunta básica era: qual filme você gosta de ver várias vezes? (...) Confira abaixo os Top 10 dos dois sexos.".
Top 10 das Mulheres
1. "Dirty Dancing" • 2. Trilogia "Star Wars" • 3. "Grease" • 4. "A Noviça Rebelde" • 5. "Uma Linda Mulher" • 6. Trilogia "O Senhor Dos Anéis" • 7. "A Felicidade Não Se Compra" • 8. "O Exterminador Do Futuro" • 9. "Matrix" • 10. "Tubarão"
Top 10 dos Homens
1. Trilogia "Star Wars" • 2. "Aliens" • 3. "O Exterminador Do Futuro" • 4. "Blade Runner" • 5. "O Poderoso Chefão" • 6. "Alien" • 7. "Tubarão" • 8. "Duro De Matar" • 9. "O Exterminador Do Futuro 2" • 10. Trilogia "O Senhor Dos Anéis"
Do Nego Lee: Minha lista começaria com não sei e sei lá como continuaria. Deixa eu pensar e depois digo. Enquanto isso, responda aí (nos comentários do blog): e a sua?
quarta-feira, maio 09, 2007

Texto original: "Tania Derveaux, candidata ao Senado belga, fica nua na web para conseguir votos de seu eleitorado. Além da foto provocativa, ela promete 400 mil empregos - quase 50% a mais que o partido rival." (Fonte: RPC)
Qual seria o SEU texto para a foto? Resposta nos comentários.
terça-feira, maio 08, 2007

Pessoas avisam ansiosas que precisamos fazer alguma coisa urgente porque o Orkut vai passar a ser pago.
Pessoas pedem no MSN que você inclua uma flor no seu nickname para mostrar que é contra a violência.
Pessoas até enviam e-mails para a Fiat, por exemplo, para protestar (?) contra as mudanças do novo Palio.
Pessoas pela Internet são engraçadas.
Pessoas... Argh.
quarta-feira, abril 25, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
quarta-feira, abril 18, 2007

Às vezes eu fazo cousas que até Zeus duvida. Escutar rádio, por exemplo. Sim, em tempos de MP3, eu ainda aciono o toca-fitas do meu SP2 para saber qual é, neguinho, qual é o quente da programação radiofônica e comercial de hoje. Ok, confesso que é mais pela comercial do que pela radiofônica, já que o que eu busco mesmo é o break, para ver a quantas anda a propaganda local do meu Paraná varonil. Ver não: ouvir. Que burro eu sou, sô.
Mas não tão burro quanto o existêncio de uma das piores bandas já nascidas pelo cu deste Brasilzão do Cão: Charlie Brown Jr. Escutar ISSO de novo me fez sentar a bunda gorda na cadeira numa madruga dessas qualquer só para sentar a lenha nos tais. Maldito seja o pai do tal Jr., que blasfemou Charles Schulz e/ou até Benito di Paula (acho) para batizar algo tão, tipo assim, maior nada a ver, sabe? - e que não presta nenhum serviço a nada ou lugar algum.
Detalhando: musicalmente, Charlie Brown Jr. é nada. E, literaturalmente, pior. Zero chance de eu querer Proust dentro de um estilo tão banal quanto o rock. Eu nunca vou me esquecer que o tal (meu) ritmo preferido iniciou com "Be-Bop-A-Lula-Be-Bop-Bem-Bom" ou algo assim. Nem que um dos grupos que mais aprecio faz cousas tão ou mais superficiais - mas muito mais adoráveis - como isso aqui. Mas jamais vou deixar me levar por algo tão ruim assim.
Quem defende diz que é música pesada e rápida, sem frescura que vai na veia. Concordo e disconcordo: música pesada por si só serve apenas para pogar; rápida como esta, somente para cabecear. E se a busca é por algo sem frescura que vai na veia, que a pessoa experimente doar sangue, então. A agulha da seringa é quentinha, o barato rola se o jejum estiver em dia e você ainda leva um Nescau de brinde na saída. Música? Usa um iPod com algo que preste, ué.
Resumindo, se você não tem corpinho de 12 anos e a cabeça de 6-6-6, CBJ é som não bão, com um discurso monossilábico, ininteligível e nada inspirador. Ou, em outras palavras, barulhinho bobo feito com letras grandes e figuras para colorir, com a mesma profundidade de "Ritmo de Festa". Com a diferença que esta obra-prima do gênio Silvio Santos, pelo menos, é sorridente, ao contrário de toda a obrada carrancuda de Chorão & seus moleques.
Resumindo de novo: delete.
sexta-feira, abril 13, 2007
Foi de bate-pronto. Estava ouvindo a primeira da lista e aí pensei rapidinho em outras quatro. Lembra doutras? Tasque nos comentários.
1. "(I Can't Get No) Satisfaction" - Devo (baixe - veja)
2. "Sítio Do Pica-Pau Amarelo" - Pato Fu (baixe)
3. "Sweet Child O'Mine" - Luna (baixe)
4. "Confortably Numb" - Scissor Sisters (baixe - veja)
5. "Jump" - Aztec Camera (baixe)
terça-feira, abril 03, 2007
quinta-feira, março 29, 2007
segunda-feira, março 26, 2007

Texto original: "Teresita Galanto, 71 anos, fuma um charuto durante competição em Candon. O evento faz parte das comemorações do Festival do Tabaco, que estende-se por uma semana em Ilocos Sur." (Fonte: Terra)
Qual seria o SEU texto para a foto? Resposta nos comentários.
*****
* Em tempo: esta é uma tentativa de criar uma nova série de posts, digamos, temáticos aqui no Moribundas. Vamos ver se dá certo e agita um pouco isso aqui.
sexta-feira, março 23, 2007

Oh, my God!
Eu sou católico. Mas dou tanta importância para isso como para o fato de ser canhoto. Eu nasci assim, e não fiz nenhuma questão de mudar isso. Assim como escrever com a esquerda só me incomodou quando eu tinha que estudar naquelas cadeiras com apoio para o braço direito, ser católico só me incomoda quando sou obrigado a ouvir aquele blá-blá-blá bíblico (fale isso rápido) capaz de infligir sonolência instantânea no mais insone e cafeinado dos mortais.
É uma verborragia surreal cuja mensagem eu nunca entendi direito. Talvez porque, logo na segunda frase, eu já comece a divagar, a pensar em coisas mais mundanas, mais práticas ou até mais sacanas, dependendo dos decotes das amiguinhas dos noivos. Eu sei que não é o tipo de pensamento que se deva ter numa igreja, mas não vejo por parte dos padres nenhum esforço em prender minha atenção. E também nunca nenhum raio caiu na minha cabeça por causa disso. Nem na cabeça dos padres que têm hábitos estranhos - não os de vestir, mas os de despir
A situação é grave.
No meu próprio casamento fiz um esforço hercúleo para tentar captar uma mensagem daquele amontoado de passagens bíblicas lidas pelo padre, mas não foi fácil. A confusão foi tanta que devo ter respondido “sim” na hora do “amém,” “prometo” na hora do “cordeiro de Deus”, e quase coloquei a aliança na mão do padre quando deveria pegar a óstia.
Não me entenda mal. Não é por falta de vontade ou falta de fé que eu sou assim. Eu acredito e tenho fé em muita coisa. Mas é que falta à turma da batina o dom da persuasão que, combinado a uma necessária atualização, tornaria mais crível e interessante o monólogo da Igreja. E tem isso também de ser um monólogo. A Igreja não ouve o que seus fiéis seguidores têm a dizer. Quando ouve, dá um jeito de castigá-los (15 Pai-Nossos, 25 Ave-Marias...). Mas parece que ela não aprende com a experiência. Não se adapta de jeito nenhum. E por isso perde adeptos aos milhões para seitas de caráter muito mais duvidoso do que o dos padres pervertidos de quem tanto ouvimos falar.
Hoje em dia não existe mais espaço para quem prefere continuar tapando o sol com a peneira a passar um bom filtro solar.
Eu sou católico mas não tenho nada a ver com isso aí. Gostava do João Paulo II, mas não assinaria embaixo nada do que ele escreveu. Tá certo que eu não li nada do que ele escreveu, e até isso comprova a falha de tato da Igreja. É sempre a mesma história, a mesma caretice e a mesma ameaça.
E tem mais: até hoje ninguém me explicou o que Deus fazia antes de resolver criar o mundo; ou para que time Ele torce; ou ainda onde Ele nasceu. Também não entendo por que tanta gente afirma que Ele é fiel. Se bem que para isso eu tenho um palpite: a mulher Dele deve ser uma Deusa.
(reclamações e pedidos de excomungação devem ser enviados para a Caixa Postal do Meditabundas)
É sabido que os filmes realmente bons nunca entram em cartaz aqui nos cinemas tupiniquins. Prova cabal é este Jesus Christ Vampire Hunter. Veja aqui o trailer, aqui uma cena do filme onde JC quica uns esses e finalmente ouça aqui a sensacional canção dos créditos finais. A letra vem a seguir, caso você queira cantar junto enquanto lamenta o que está perdendo:
He came from Heaven/
Two stakes in his hand!
To smote the vampires/
And free the land!
Come now and join him/
All ye strong and bold!
We'll fight together,/
Like the days of old!
It's all good! It's all right!
Everybody get laid/
Tonight!
quinta-feira, março 22, 2007
Já era a quinta vez que Lonamílson explicava sua situação para a doce senhora que ele havia encontrado no meio da faixa de pedestres de uma rua movimentada do centro.
Nas outras quatro vezes ele até que tinha sido educado, mas para quem está deitado com as duas pernas e um cotovelo quebrados, além da orelha descolada do rosto, é compreensível que se perca a paciência rapidamente. Além do que, a velha não tinha nada que ficar lá incomodando o pobre coitado. Tudo bem que ela era cega, e por isso mesmo achou estranho cutucar um corpo com sua varinha dobrável no meio da rua. Outro atenuante é que ela também era meio surda, o que complicou ainda mais a sua compreensão da cena. Com todos aqueles carros buzinando perto do seu ouvido, então, você imagina o caos.
Mas Lonamílson não estava nem aí para os problemas da velha. Ele estava era ali, estatelado no chão, gemendo e se sentindo como um pacote de ovos quebrados. Tentava refazer mentalmente a cagada que havia cometido para acabar daquele jeito, e a simples lembrança já era penitência suficiente.
Os curiosos ele sublimava - ficavam apenas olhando e fazendo cara de espanto. Duas mulheres desmaiaram. Um sujeito engomadinho deu um grito histérico, deixou cair sua pasta e saiu rebolando com a mão na testa feito um pavão desmunhecado. Um piá gordinho, daqueles que a camisa da escola mal esconde o umbigo e que parece viver com um sorvete de casquinha na mão, se agachou e perguntou como ele conseguia fazer aquilo de dobrar a perna para a frente. Mas Lonamílson nem ligou para eles.
A porra da velha é que o estava tirando do sério.
As sirenes já davam ao longe o ar da sua (des)graça quando ele agarrou a vara da velha com a mão boa que lhe restava e... bom, o resto da história é muito triste para ser contado aqui. Coitado do Lonamílson.
terça-feira, março 20, 2007

Do Blue Bus de ontem: "Escandaloso | Site oferece 1,000 para blogueiro q ficar nu 'de corpo e alma'".
Aviso: aqui não, violão!
sexta-feira, março 09, 2007

Sapo me dá nojo. Bem, não é nojo, igual publicitário: é medo. Não MEDO, assim, sério, só meda, sabe?
Então, ontem, cagando, me toquei... Espera, essa frase não ficou nada boa. Nada boa mesmo. De novo... Então, ontem, cagando, me toquei de uma cousa: sapo é trauma que vem da infância. Como? Sim! Como não? Olha só...
"Sapo, sapo, na beira da lagoa, não tem, não tem..."
"Sapo jururu na beira do rio..."
"Sapo não lava o pé, não lava porque não quer..."
Mas não é só/E o que é pior: em uma das piores lembranças da minha vida - a morte da Vó Lindamir - havia sapo para caralho. Atrás da capela do velório, em volta de tudo e de todos, dos olhos e orelhas na noite, na mente até hoje: sapo, sapo e sapo.
Deve ser por isso que eu não gosto do filme Magnólia.
Deve ser por texto ruim assim que eu não gosto mais de mim escrevendo aqui.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Seqüestradores e estelionatários deveriam ser mandados para o inferno. E sem passagem de volta. Podem chover cartas à redação, ameaças de bomba, apelidos nazistas, não estou nem aí. O que não dá mais é conviver com esses fdps terroristas que tentam ganhar dinheiro às custas do pavor ou da ignorância do povo.
O filho da puta que mantém o site acima, por exemplo, é um desses que poderia ser excluído da sociedade sem dano algum ao meio ambiente. Pelo contrário. Seria muito bem-ido. Sabe o que ele faz? O espertalhão criou uma empresa chamada www.hospedagem.org.br. Aí ele fica mandando boletinhos para milhares de empresas que mantêm sites na internet cobrando uma anuidade de R$ 318,00. E claro que, empresas menos avisadas, ao lerem seu domínio num boleto encaminham o troço para o financeiro que paga a conta. E assim o espertalhão ganha uma grana fácil, fácil, sem precisar dar nada em troca. Afinal, no boleto ele colocou a seguinte frase: "Pagamento facultativo." Azar de quem paga. E o cara taí, soltão, rindo à toa. Bom, num país que se permite ter tantas cobras e picaretas no Congresso, no Senado e até no Alvorada, era de se esperar o quê?
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
A partir de hoje, o nosso glorioso Poder Legislativo possui novos e antigos representantes.
Viva a democracia! Viva a maturidade política brasileira!
Sorriso pendurado de orelha a orelha, lá estavam as pessoas que serão responsáveis por fiscalizar o Executivo, redigir e aprovar as leis para os próximos quatro anos:
- Frank Aguiar
- Clodovil Hernandes (muito elegante, diga-se de passagem)
- Paulo Maluf
- Antônio Palocci
- José Genoíno
- Ricardo Berzoini (com os dois de cima já dá um quadrilha)
- Celso Russomano (aqui e agora, de novo)
- Enéas
- Fernando Collor (no senado)
Parabéns a todos!
segunda-feira, janeiro 29, 2007

Acima, grafiti num muro de Buenos Aires. Foto: Mi. : )
- Sim, você sobrevive sem Internet. Aliás, você vive sem Internet.
- Termas é um lugar 8 ou 80: ou é para criança, ou é para velho. Gente com 30 morre de tédio por lá.
- Camiseta sem-manga é a roupa masculina mais feia do mundo.
- Meu cocô fica mais clarinho na Argentina.
- Cerveja de 1 litro deveria ser obrigatório em todos os países.
- Comer Häagen-Dazs de cream cheese ouvindo Screamin' Jay Hawkins é bão, bem bão, bão para caralho.
- Preciso emagrecer urgente.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
quinta-feira, dezembro 28, 2006
domingo, dezembro 24, 2006

Post de Natal do kowalski
D´us abençoe a todos nós, porque 2007 vem aí com fúria redobrada. Quem tem olhos para ler e ouvidos para ouvir, que o faça neste texto de um(a) Pessoa especial - O Guardador De Rebanhos Alberto Caeiro. Feliz Natal. É o desejo nítido e sincero deste vosso amigo de sempre - DR.
Num meio-dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo
Com
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
(...)
Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
(...)
A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
(...)
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo um universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.
Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
(...)
Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?
08-03-1914
quinta-feira, dezembro 21, 2006

Bichos Escrotos
Titãs
Bichos,
saiam dos lixos
Baratas,
me deixem ver suas patas
Ratos,
entrem nos sapatos
Do cidadão civilizado
Pulgas,
que habitam minhas rugas
Oncinha pintada,
Zebrinha listrada,
Coelhinho peludo,
Vão se foder!
Porque aqui na face da terra
Só bicho escroto é que vai ter!
Bichos escrotos, saiam dos esgotos
Bichos escrotos, venham enfeitar
Meu lar,
Meu jantar,
Meu nobre paladar
PS: Há alguns meses, num fim de tarde, chegando de avião em Brasília, meu instinto mandou ligar o iPod no volume máximo e ouvir essa música. Sei lá, a imagem da Esplanada dos Ministérios aumentou em 91% meu nojo pelos bichos escrotos.
A noite só não estava mais escura pois havia no céu (onde mais?) uma grande e brilhante estrela cuja luz patinava pelos lagos congelados da Lapônia (que não é um anagrama de Polônia). O frio era de fazer fogo pegar gripe, e de trincar o saco de quem não usava cueca de lã. Por falar em saco, a data era especial: véspera de Natal. Estava marcada para o dia seguinte a cesariana da mãe de Hagios Nikolaos, futuro bispo de Myra, na atual Turquia. Como apenas uma rena bêbada sabia, o pequeno Hagios mais tarde viria a se tornar um velho boa praça e amigo das crianças, eternizado como Saint Nicholas, Santa Claus ou apenas Santa para os entendidos.
Os pais de Nikolaos eram gregos, mas ele acabou nascendo na Lapônia pois na Grécia as parteiras não se entendiam - pareciam falar grego - e a operação corria um grande risco de dar errado. Ao nascer, porém, o pequeno e barbudo Nikolaos disse em alto e bom som - ainda que com uma voz meio efeminada - a célebre frase: ?Vinde a mim as criancinhas?. Em seguida pôs uma mão no saco e outra na nuca, deu umas reboladas meio estranhas e saiu da barriga da mãe andando para trás num passo nunca antes visto nem por Abraão nem por Abrantes, os enfermeiros de plantão.
Até hoje, dois mil e tantos anos depois, esta estranha história é passada de geração para geração através do arcaico sistema de telefone sem fio. Um sistema, digamos, não muito confiável e cheio de ruídos, que tranformou por exemplo uma irretocável melodia chamada "Just beat it" em uma sinistra (cheia de sinos, para os menos letrados) composição chamada "Jingle Bells". Acredite se quiser. E ho-ho-ho para todos.
segunda-feira, dezembro 18, 2006
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Num típico final de história em quadrinhos, ele se vê dependurado na beira do precipício, com apenas uma das mãos a lhe sustentar o corpanzil atlético de mais de 100 quilos. No topo, com pose de "já ganhei", o vilão maquiavélico conhecido como Kronos gargalha enquanto pisoteia a mão do pobre herói.
- Ainda não entendi o seu plano, Kronos - grita o herói, na esperança de ouvir os delírios megalomaníacos do cara do mal e assim ganhar tempo para usar o equipamento secreto oculto no solado falso de sua bota de herói.
- É simples, Ultra-Dude! Eu vou parar o tempo com a minha arma temporal e assim roubar todos os bancos do planeta. Uahuahuahuah! - gargalha Kronos qual nerd analfabeto navegando pela internet.
Ultra-Dude também ri. Só mais um segundo daquela ladainha de vilão e ele conseguirá alcançar o seu ultra-canivete-suiço, com direito a mini-cóptero, gancho de escalada e outros parangolés capazes de permitir uma escapada pirotécnica para tão vexatória situação.
- Tempo esgotado, Ultra-Dude.
Um pisão a mais e a mão do nosso herói desprende-se da beira do abismo. Ultra-Dude começa a cair em direção às rochas pontiagudas lá embaixo. Num giro rápido, ele alcança a sua bota. Num click, o fundo falso cai. O canivete pousa em sua mão. Agora é só... prungft!
A queda levou menos tempo do que Ultra-Dude esperava. Naquele instante, seu canivete deixou de ter função. Talvez ainda tenha num futuro próximo, quando o pessoal do IML tentar tirar o corpo do pobre Ultra-Dude, empalado nas rochas - afinal, o ultra-canivete-suiço tem também formão, pá e saca-rolhas.
Kronos gargalha ainda mais alto. E olha para o relógio, ansioso por ver o tempo parar. A arma temporal já está engatilhada. Um leve toque no botão principal e pronto - o tempo freia mais rápido do que perua em carro importado ao ver sinal amarelo. Tudo imóvel. Parado. Atemporado.
O que Kronos não previa, em seu plano mirabolante e perfeito, é que ele também ficaria parado quando o tempo deixasse de passar.
Por conta disso, ninguém foi roubado. Nem preso. Nem enterrado com honras de super-herói. Tudo porque o tempo continuou parado. De vez. Para sempre. E fim, até porque não tenho mais tempo pra enrolar com essa história.
quarta-feira, dezembro 13, 2006

Obs.: cada CD acima foi encomendado por, pelo menos, um membro do staff Meditabundas, no tradicional (mas já extinto) Amigo CDcreto. Quem com qual? Ligue o nome ao som e tasque a sua conexão nos comentários. A resposta virá em breve, nos mesmos comentários. Quem acertar tudo ou chegar mais perto ganha um "muito bem, Flipper!".
E a resposta é: 1e; 2c; 3f; 4d; 5b; 6h; 7g; 8a.
terça-feira, dezembro 12, 2006
Sim, depois de mais de três anos de ausência injustificada, está de volta o roteiro de comilanças mais gostoso do sul do cu do mundo. Para saber quais foram as dicas anteriores, dá-lhe Google que você volta no tempo e chega lá. Mas agora, o papo é cá.

Lanchonete Montesquieu
Um dos mais famosos e desconhecidos lanches da cidade está aqui. Famoso porque todo curitibano que não se preza conhece o principal prato da casa, mimosamente chamado de X-Montanha. Desconhecido porque se depender do nome francês do lugar, ninguém vai saber que estamos falando do estabelecimento pilotado pelos japoneses Álvaro e Seu Zé. Pois é justamente desta salada que nasceu o já citado sanduíche, singelamente preparado com pão, alface, tomate, bolinho de carne e um risólis inteiro (e preferencialmente acompanhado por uma gasosa de framboesa). Resumindo: diliça. Uma verdadeira unanimidade na vizinhança - formada quase que exclusivamente pelos nerds e nerdas do (ex-)CEFET-PR - e em todos os cantos sujos da cidade por onde circulam gentes como eu.
> Sêlviço: Lanchonete Montesquieu - Av. Silva Jardim, em frente a UTFPR, Centro, Curitiba, PR.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Ela vagava devagar entre divagações e vaga-lumes. À luz da lua, o lago lembrava uma lúgubre laje sepulcral. Ali, alienada pelas aliterações, ela limitava-se a lançar pedras na água, buscando quebrar aquele efeito funéreo feito de reflexos prateados. De repente um medo. Medo de que as pedras estivessem quebrando aquele túmulo lacustre. Medo de que, a qualquer momento, o defunto de um afogado emergisse das águas agitadas em busca de vingança ou de qualquer outro clichê de filme de horror.
Parou. Olhou ao redor. Nada. Nada além do coaxar de sapos inabaláveis diante da breve turbulência aquática. Nada além de alguns faiscantes e frustrados vaga-lumes, incapazes de rivalizar com a luz da lua. Nada além dela, pés descalços, vestido branco, tristeza opaca.
Pousou um pé na água e não soube dizer se estava fria. Devia estar. Mas não sentia. Nada. Vasculhou sua memória recente em busca de uma sensação qualquer. Qualquer frio, calor ou mesmo dor. Não achou. Assim como não se achou ao buscar seu reflexo na água.
Então compreendeu porque a lúgubre analogia entre lago e lápide. O defunto afogado era ela. A busca por vingança ou qualquer outro clichê de filme de horror era a sua. Mas estava só, sem ninguém para assombrar. Voltaria a se deitar em sua tumba subaquática. Sozinha. Sem nem mesmo o frio para lhe fazer companhia.

Flávio, Peter, João Paulo, Edmílson, Eltinho, Pierre, Batista, Beto, Sandro, Cristiano, Leonardo (e Caio Júnior): obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado, obrigado (e obrigado)!
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Este post começou com um e-mail do meditabundo Kornellius (quem?). Ele lembrou que num passado remoto eu tinha comentado sobre o seriado japonês do Homem-Aranha - é isso mesmo, seriado japonês do Homem-Aranha. No mesmo e-mail veio o link pra abertura do tal seriado. Em retribuição (inútil), enviei o link pra versão live-action (e muito tosca) dos Thundescats. E então, no meio de tais tosquices, eu comecei a pensar em outras tantas que povoaram o nosso imaginário infanto-juvenil. Não vou nem falar do Batman e da gostosa da Batgirl (que teve até um episódio piloto - cancelado antes de virar seriado próprio), ou da sensacional redublagem conhecida como a Feira da Fruta. Preferi pinçar coisas um pouco mais esquecidas, como o seriado (americano) do Homem-Aranha ou aquele do Shazam e da Ísis. Já o seriado da Mulher-Maravilha era famoso, mas será que você sabia que antes da Linda Carter havia outra Mulher-Maravilha, só que loira? E o que dizer do seriado do Capitão América motoqueiro? Pior ainda é descobrir que o Hulk, já em fim de carreira, enfrentou o (Não-Tão) Poderoso Thor (ou seria Thoscor?). E alguém aqui é capaz de lembrar que, bem antes de Smallville, as aventuras do SuperBoy eram assim (com direito inclusive ao vilão Bizarro)? Mais recente (e mesmo assim bem ruim) foi o seriado do Flash. E há pouco cancelaram, antes mesmo de ir por ar, o seriado do Aquaman. Ok, tudo isso é mais ou menos conhecido. Mas existem obscuridades maiores, como esta Liga da Justiça, este SuperPup, esta Geração X (qualquer relação com os X-Men é mera relação) e as inacreditáveis Electra Woman and DynaGirl. Chega de coisa ruim? Não? Então o que dizer do Quarteto Fantástico? Sim, antes do blockbuster hollywoodiano, o diretor-produtor-faz-de-tudo-um-pouco Roger Corman conseguiu os direitos pra produzir esta bomba que nunca foi lançada. Falando em bomba, lembra que tempos atrás conseguiram fazer um filme do He-Man pior ainda que o desenho? Vida um pouco melhor os heróis tiveram em comerciais, seja usando cartão de crédito (Visa ou American Express?) ou bebendo leite. As paródias, é claro, vão desde um Wasssup dos SuperAmigos até o divertido trecho da série Family Guy com o Superman e a Mulher-Maravilha. Mas nada no mundo supera os Trapalhões posando de super-heróis.
quinta-feira, novembro 30, 2006

Garota do Fogo
Pego a sombra e a luz e faço você. Determino tua simetria com a ponta dos dedos, num desenho simples, infantil e sincero, como as coisas simples, infantis e sinceras têm de ser. Boto fogo nos teus cabelos. O vermelho me atrai. Respiro fumaça e te beijo na boca. Nessa hora o mundo gira ao contrário, o ardido não dói, a xícara descai, as palavras se desescrevem, desescrev, desesc. Concentre-se na vertigem e suspire. Agora você consegue sentir o bem e o mal, o certo e o errado, doce e salgado, riso e choro. Tua pele é folha em branco onde meu calor te escreve com grão de ardósia, tabaco, pimenta e perfume.
Eu posso ler tudo em você, exatamente na altura do teu colo. Tateio feito cego em braile e descubro Baudelaire em todos os teus poros. Tua cor de neve incendeia meu sofá, bagunça minhas gavetas, acorda meus vizinhos. Este é o momento, esta é a hora em que as horas não têm mais sentido, mas nós temos. E usamos o sexto para subverter, pilhar, massacrar, porque a vida é uma só, o sapato aperta e o padeiro não tem troco. É preciso correr na grama e perder o fôlego, enfim. No fim, eu seguro tua mão e está tudo bem. E você agradece.
Ei, obrigada.
Ei, de nada.
quarta-feira, novembro 29, 2006

O vazio, o oco, o nada era dotado de olhos. Olhos que olhavam para além dali. E num olhar avançavam fugindo da opressão daquele zero feito vida. Mas eram só olhos. Nenhuma perna para escapar. Nenhuma mão para puxar o corpo. Nenhum corpo para deixar o oco. Apenas olhos que viam o que havia além dali. E havia tudo. E tudo era tanto para aqueles olhos. E mesmo no vazio, de quando em quando os olhos se viam cheios. De lágrimas.
segunda-feira, novembro 27, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006

De vez em quando eu entendo por que certas pessoas entram em escritórios ou salas de aulas nos EUA atirando em todo mundo. Não é fácil agüentar a imbecilidade de alguns americanos. Os carinhas do colégio, como aqueles de Columbine, por exemplo, além de terem um parafuso a menos, com certeza eram zoados de todas as formas por seus coleguinhas mais ricos, mais bonitos, mais garanhões ou mais bacanas no esporte, o que é a mesma coisa. Não que isso não aconteça por aqui. Acontece. Mas é que lá, não sei, deve ter algum hormônio estranho nos hambúrgueres ou nos milk shakes, ou algum vírus hereditário, que torna as pessoas mais inseguras e que potencializa o rancor, o ódio, a sede de vingança. E como lá se compram armas como se compram sanduíches do McDonalds, o resultado é uma sociedade cada vez mais paranóica. Uma sociedade que perdeu completamente a referência de valores e permite, por exemplo, que a TV passe filmes de violência explícita na sessão da tarde e, na mesma TV, proíbe que apareçam singelos seios de mulher. Quando mostram ao vivo um cara cortando o braço de outro, isso é legal. Quando numa transmissão ao vivo, um dos peitos da Janet Jackson saltou para fora do vestido, virou caso de segurança pública, tanques nas ruas, toque de recolher, presidente se explicando na TV e o escambal.
E, em vez de melhorar, a coisa toda só piora. Já tinham processado um piá de 4 anos por assédio sexual. E olha que tudo que ele fez foi beijar a coleguinha no rosto.
Tempos atrás, alguns estados dos EUA (Esquizofrênicos Unidos da América) proibiram que mães amamentassem seus filhos em locais públicos. Para os imbecis que aprovaram a tal lei, amamentar um filho deve ser uma visão do inferno. Tem que mandar prender esses caras. Tem que, no mínimo, interná-los em clínicas psiquiátricas e ficar dando choque para ver se o cérebro pega no tranco. Mas acho que não pega.
Na última segunda-feira, uma mulher foi obrigada a deixar um avião da Delta porque estava amamentado o seu filho. É sério, acredite. A mulher foi expulsa do avião.
Não sei se o avião estava no ar, mas do jeito que esses caras são eu não duvido nem um pouco.

Mídia gratuita
O Kramer do Seinfeld virou notícia esta semana ao ofender com comentários racistas alguns negros que assistiam à sua apresentação. O negão disse que ele não era engraçado e o Kramer perdeu a cabeça. Como tudo que é polêmico vira dinheiro para a mídia, o sujeito já foi convidado para aparecer no Late Show do David Letterman. E o pessoal da CBS não perdeu tempo colocando no You Tube um teaser da entrevista do sujeito sem graça, finalizando alguns trechos da resposta com "Não perca a entrevista inteira hoje no programa do Dave". Programa que, aliás, é a fonte de inspiração do Jô.
sexta-feira, novembro 10, 2006

Deu nos jornais científicos e nem tanto de todo o mundo ou nem tanto: "Cérebro humano herda gene de Neandertal." Como todos ou nem tantos sabem, a Ciência e a História nem sempre se dão bem. Quando uma diz uma coisa a outra vai lá e desdiz. Isso porque nem todo acontecimento foi arquivado sob os olhares austeros da PricewaterhouseCoopers. Então vez por outra um fato da História é contestado pela Ciência. No caso da Bíblia, por exemplo, a Ciência mudou o maior best-seller do mundo de seção, achincalhando a versão dos 7 dias com uma história bem mais demorada. Mas isso não vem ao caso. O caso é que, apesar das inúmeras tentativas de separar os Homo sapiens dos hominídeos arcaicos, toda a teoria veio abaixo com a descoberta do tal do gene em nosso cérebro. Veio mais abaixo ainda quando simularam a foto de um Neandertal e viram que era a cara do Lenine.
sexta-feira, outubro 27, 2006
A noite caia como uma espinha de peixe não digerida derrubada por uma gaivota em pleno vôo, ainda que ele não soubesse como caem as espinhas de peixe não digeridas derrubadas por gaivotas em pleno vôo.
Parado diante da analogia tacanha, segurando o riso nas entranhas, ele esperava pela mulher de sua vida. Somente o autor, no caso eu, e agora o leitor, no caso você, faziam companhia ao pobre homem quando o tiro ecoou e a rua já silenciosa silenciou de todo. Ele desejou entrar no prédio dela, mas não podia interfonar e correr o risco do pai atender e lhe soltar os cachorros, ou um balde de água fria, via terceiro andar, direto em seu tão calculado traje. Ainda se fossem espinhas de peixe, para que ele pudesse saber a razão da tal analogia com o cair da noite...
Mas não, não tinha para onde correr. Não tinha carro nem garelli. Poupava para isso, mas o serviço lá no seu Nilso (só pra rimar) pagava mal. E depois, as noites com Eunice nunca eram baratas. Muito pelo contrário. A mocinha gostava do bom e do melhor. E ainda não tinha liberado o bom e o melhor para ele. Talvez esta noite, não fosse o tiro.
Deitar no chão. Em algum lugar, alguém ou alguma coisa falou para se deitar no chão durante um tiroteio. Era feio, mas fazer o quê?
Foi quando viu os sapatos. As pernas bem torneadas. A saia curta. Os seios fartos a delinear a blusa justa. E antes de chegar ao rosto assustado de Eunice, algo parecido com um macaco hidráulico já o colocara de pé. Sempre de pé. Culpa da Eunice, que não liberava o bom e o melhor.
- Um tiro, querida...
E ao falar, como um imã, atraiu novo disparo. E novamente pôs-se aos pés de seu amor. Foi quando o corcel podre passou, com seu escapamento explosivo. Definitivamente, o bom e o melhor ficariam para outra vez. Ou para nunca mais.
sexta-feira, outubro 20, 2006
Teresina é a capital do Piauí. Estive lá uma vez e a fiquei com a nítida impressão de que o diabo era de lá. Aí alguém me falou que ele não agüentou o calor e criou o inferno para se refrescar.
As saunas da cidade funcionam com ar condicionado e gelo seco. A água da ducha holandesa, por exemplo, tem que ser resfriada. Quando está gelada tem algo como 32 graus.
Fogão lá é artigo de luxo, sendo completamente desnecessário. Para assar, basta deixar o prato à temperatura ambiente. Para fritar, basta colocar uma frigideira no asfalto. E tem que vigiar para não torrar.
As cadeiras e espreguiçadeiras de hotel - aquelas de plástico, que ficam em volta da piscina - são deixadas à sombra. E tem que tomar cuidado na hora de usá-las, pois elas ficam pelando mesmo assim. As que são esquecidas ao sol derretem em poucos minutos.

Mas isso não tem nada a ver com o peixe. Ou melhor, com a revista. É que comprei uma revista chamada piauí. E é piauí assim mesmo, sem maíuscula.
A piauí é uma das melhores coisas que apareceram nas bancas nos últimos tempos, principalmente para quem gosta de ler. Os textos são ótimos, ricos, variados. Trazem histórias peculiares de pessoas comuns, entrevistas inusitadas, artigos bem-escritos. É uma grande e variada fonte de informações diferentes e gostosas de se ler.
Nela tem até algo sobre o Piauí. É um artigo que conta como o Badminton, um esporte cheio de petecas, começou a ser praticado em Teresina. Entre outras coisas, descobri que as petecas do Badminton são feitas com penas de ganso, e que as da asa esquerda são as melhores.
quarta-feira, outubro 11, 2006
terça-feira, outubro 10, 2006
segunda-feira, outubro 09, 2006

Para mim, foi a parte mais engraçada do debate de ontem. Na entrevista pós-debate, a Marta Suplicy, com a face 80% paralisada por causa de Botox, um olho que não funciona direito e a pele toda repuxada por uma série inimaginável de cirurgias plásticas, ironiza o Alckmin apelidando-o de "candidato de plástico".









