terça-feira, abril 29, 2014
Pepino Amigo
Eu queria dizer para o povo brasileiro que além da banana, é importante reforçar a alimentação com outras frutas, como o abacaxi e o pepino, que trazem vitaminas e sais minerais, mesmo sendo doces. Se bem que o pepino não é doce, e também não é fruta. Mas é um cereal importante que vive presente na minha vida, como os cachorros e as crianças. Ah, quem me dera ter que aturar apenas os bananas do parti..., digo, as bananas, enfim. Vocês entenderam. Gleisi, me ajuda aqui que este presente do Gabrielli está pesado. Gleisi? Alguém? Alô?
segunda-feira, abril 28, 2014
sexta-feira, abril 25, 2014
Ei, Coxa...
Sábado você estreia em casa no Campeonato Brasileiro. É claro que sua torcida apaixonada estará lá para te apoiar, cantando, gritando, pulando, jogando junto.
Mas, ei, Coxa, soube que parte da torcida –aquela que não é tão apaixonada pelo futebol, mas sim por fazer besteira– está pensando em aprontar com a torcida do Santos. Dizem que foram vítimas de violência na última partida lá na Vila Belmiro. E agora querem a desforra. Como se retribuir a violência fosse resolver alguma coisa. É claro que não resolve. Pelo contrário, só piora.
Ei, Coxa, sua torcida tem nas mãos uma responsabilidade imensa, que é mostrar o quanto é grande e civilizada. Principalmente após aquele espetáculo lamentável promovido por uma facção marginal da organizada em 2009.
Chega de violência. Se essa turma estranha que ainda visita nossos estádios fantasiada de torcedor quer aparecer, que vá recepcionar a torcida do Santos de forma pacífica. Não precisa levar flores e nem dar beijinhos ou bombons de chocolate. Mas que vá celebrar a paz e que demonstre um mínimo de civilidade. Em outras palavras, que recepcione o visitante como gostaria de ser recepcionado em suas aventuras fora de Curitiba. Não precisamos de mais brigas, feridos e ônibus quebrados. Precisamos de PAZ.
Só com este pensamento começaremos a reverter essa espiral de violência entre torcidas. Com a certeza de paz, o estádio fica mais cheio, a torcida mais forte e o time mais motivado. E aí, melhor do que mandar a torcida adversária para o hospital –situação em que todos saem perdendo–, é ver o nosso time jogando bem e vencendo em campo. Vamos, pelo menos, fazer a nossa parte.
quarta-feira, abril 23, 2014
Almoço de Negócios
Dois empresários se encontram numa churrascaria rodízio.
- E aí, João, já tinha vindo aqui?
- Eu j...
- Senhores, já pediram as bebidas?
- Ahm, ainda não. Eu vou querer um guaraná. Com gelo e laranja. E você, João?
- Eu vou tomar um chopp. Tem chopp?
- Tem, sim senhor.
- Veja um claro para mim, com dois dedos de espuma.
- É pra já. Com licença.
- Então, é bem rápido o atendimento aqui, né?
- Picanha!
- Sim!
- Para mim também. Mal passada. Essa. Pode descer o resto. Valeu, mestre.
- Hummm, delícia. Então, João, o negócio é bom, eu só tenho que...
- Costela bovina!
- Não.
- Eu quero um pedaço magro. Menor, menor. Isso. Ok.
- Tá bonito esse pedaço, hein?
- E a gente nem pegou salada.
- É mesmo. Vamos lá. Quero te mostrar o buffet, João. É animal.
(...)
- Então, dá para fazer aquele preço que eu te passei e aí...
- Nhoque frito com molho quatro queijos!
- Eu quero. Prova aí, João.
- Ah, não, massa não, estou de regime.
- Deixa de bichice. Esse nhoque é uma delícia. Prova aí.
- Meia colher, vai. Aí, obrigado.
- Não é bom? Tô te falando. Aqui é tudo muito bom.
- Mas podemos parcelar, ou talvez adiar a entrada em 60 di..
- Mignon de carneiro!
- Eu quero.
- Adoro carneiro. Pode pôr. Então, 60 dias? Rola? Aí eu vejo com o outro investidor.
- Acho que não tem problema. O mais importante é saber que...
- Filé argentino!
- Não.
- Não, obrigado.
- ...o mais importante é saber que você vai se dar bem. É um baita negócio.
- Pois é. Dá para v...
- Fraldinha na mostarda!
- Eu quero.
- Eu também.
- Rapaz, essa aqui tá boa pra dedéu.
- Hummmmm.
- Espaguete ao sugo!
- NÃO!
- Mas, então, está aprovado, João?
- Mignon no bacon!
- Aprovadíssimo! Por mim, é negócio fechado!
- Então toca aqui, parceiro!
- Conchiglione de abóbora!
- Opa, isso também é bom. Eu quero.
- Eu também.
- Hmmm, nada mal como primeiro prato do meu restaurante.
- Falou e disse, João. Baita negócio. Baita negócio.
- Costelinha de porco!
domingo, abril 06, 2014
Vai deixar a Publicidade educar o seu filho?
Tenho 42 anos e cresci vendo programas infantis na TV, como Sítio do Picapau Amarelo, Balão Mágico, Vila Sésamo e até Os Trapalhões. Não vivia pendurado na TV, pois tinha horário para isso. Assim como tinha horário para jogar bola com os amigos, para estudar, para comer, etc. Esses programas, sem exceção, eram recheados de comerciais dirigidos ao público infantil. E muitos desses comerciais eram fantasiosos, mostravam brinquedos e alimentos fazendo muito mais do que eles poderiam fazer na realidade. Eram fantasiosos, a meu ver, no bom sentido, pois mostravam como deveríamos usar a imaginação para tornar as nossas brincadeiras mais legais. E, com imaginação, nem precisávamos dos brinquedos e alimentos ali anunciados. Bastava imaginar e brincar. É claro que poder contar com um Falcon de verdade tornava a brincadeira mais legal, mas a importância estava mais na história que inventávamos e na interação com as outras crianças do que no personagem em si, que nada mais era do que um boneco inanimado. Até onde eu sei, cresci sem traumas e vacinado contra as mensagens publicitárias e o "bullying" praticado pelo Didi contra o Zacarias, o Mussum, o sargento Pincel e outros.
Porém, com o "avanço" da civilização, com o oportunismo de políticos interessados em aparecer e a criação de inúmeros institutos de defesa do politicamente correto, o mundo foi ficando mais chato.
Não descarto e nem desmereço a importância de órgãos como o Instituto Alana, por exemplo, que são importantes para a discussão, mas que radicalizam na sua missão de proteger as crianças dos publicitários diabólicos e de suas malignas estratégias capitalistas.
A missão, a meu ver, deveria ser outra. Brinquedos e alimentos, por menos saudáveis que sejam, são produzidos e comercializados legalmente no país. São legais, pagam impostos, geram empregos, então por que sua publicidade deveria ser proibida? As respostas são variadas, mas têm sempre a publicidade como vilã.
- Ah, porque as crianças estão ficando muito tempo na TV.
- As crianças estão jogando videojogos e parando de correr e jogar bola.
- Ah, porque tem criança que não pode comprar o que é anunciado.
- Ah, porque as crianças são vulneráveis e muito influenciáveis.
- Ah, porque as crianças estão tristes e gordas.
Ei, então por que não proibimos a venda de aparelhos de TV? Por que não criamos uma lei para obrigar os pais a disciplinarem o uso do aparelho? Por que não criamos uma lei para que os televisores saiam de fábrica com um limitador de exibição de 120 minutos por dia? Por que não criamos uma lei que obrigue pais a criarem seus filhos dentro de uma dieta alimentar saudável? Por que não criamos uma lei que puna com impostos mais altos pais que não obriguem seus filhos a praticar esportes? Por que não proibimos a venda do PlayStation e a fabricação de brinquedos no país? Por que não proibimos a criação e a disseminação de restaurantes de fast-food? Por que não proibimos a fabricação de refrigerante? A resposta é simples: proibir não é a saída. E ninguém precisa de mais uma lei.
Se bem que, com esta mentalidade atual, da superproteção infantil, do jogo para a plateia e da cubanização das liberdades, muitos deputados já devem ter pensado em implantar essas leis, se é que já não as colocaram na pauta do Congresso para futura votação. Para seu conhecimento, já existem mais de 350 projetos de lei tramitando por lá, apenas contra a Publicidade em seus mais diversos aspectos.
Não vou nem entrar no mérito dos benefícios da Publicidade. Sim, eles existem. A novela que a senhora assiste só é possível graças a ela. O jornal que fala sobre os desmandos do Governo só é possível graças a ela. A imprensa livre é fruto direto da Publicidade, mas não é esta a questão.
A questão é que não é criando leis a rodo e proibindo a Publicidade infantil que vamos criar jovens melhores, preparados, com senso crítico e com a importante noção do que é certo ou errado, do que pode ou não pode, do que faz bem e do que faz mal. Criar crianças numa bolha não é a solução. É tapar o Sol com a peneira e criar um problema ainda maior no futuro. Um dia a bolha estoura, e aí? Que jovens teremos?
O problema, insisto, não está na Publicidade, que tem inclusive um órgão próprio de auto-regulação, bastante atuante contra a publicidade enganosa, apelativa, antiética – o CONAR. O problema está na EDUCAÇÃO. E educação vem de casa. É preciso saber impor limites. É preciso saber conversar e argumentar com as crianças. É preciso aguentar o choro quando algo não pode ser feito, ou comprado, ou consumido. Mas isso não é fácil. Muitos pais não têm tempo e nem paciência de fazer isso. É mais fácil botar a culpa na Publicidade. É mais fácil proibir e fingir que o problema não existe e que não vivemos num mundo capitalista. É mais fácil fechar os olhos e jogar a culpa no outro. Culpar é mais fácil do que educar.
Tem muita coisa errada no mundo, como a Publicidade Estatal, paga com dinheiro público, por exemplo, e que serve apenas aos governantes. Não preciso saber se o Governo fez uma ponte ou um hospital. Isso é obrigação dele. Se a ideia é criar uma lei realmente útil, que seja uma que determine que TODA A PUBLICIDADE DE GOVERNO SEJA EDUCATIVA, que todo dinheiro público investido em publicidade retorne à população na forma de algo que melhore suas vidas. Informação, formação de caráter, educação alimentar, nutricional, educação esportiva, educação no trânsito, enfim, educação para a vida. Aí sim teríamos o começo de um país melhor.
Qual é a sua opinião sobre isso?
sábado, abril 05, 2014
Hoje é um dia histórico
Tudo começou em dois mil e bolinha. Dois mil e cinco, creio. Resolvemos criar um blog após os frequentes devaneios que tínhamos durante o almoço semanal no Shopping Crystal. Como toda ideia só passa a existir depois que alguém resolve colocá-la em prática, criei um nome para o blog e cadastrei a patota para iniciar a criação do conteúdo. Por alguns meses, a motivação foi alta. Posts com temas variados, como críticas, minocontos, haikais, romances, piadas e outras coisas mais fizeram valer a existência deste espaço, que chegou a virar BLOG OF NOTE em seleção da própria ferramenta.
E hoje é um dia histórico porque, pela terceira ou quarta vez, este blog renasce, desta vez como um projeto pessoal, ainda que 100% aberto para as interferências dos autores originais.
O Meditabundas está de volta. Se isso é bom ou ruim, veremos com o passar dos dias. Espero que você goste do retorno deste blog que já gerou até casamento, veja você, de leitores assíduos que se apaixonaram um pelos comentários do outro. E vamos em frente. Novos textos em breve.
E hoje é um dia histórico porque, pela terceira ou quarta vez, este blog renasce, desta vez como um projeto pessoal, ainda que 100% aberto para as interferências dos autores originais.
O Meditabundas está de volta. Se isso é bom ou ruim, veremos com o passar dos dias. Espero que você goste do retorno deste blog que já gerou até casamento, veja você, de leitores assíduos que se apaixonaram um pelos comentários do outro. E vamos em frente. Novos textos em breve.
domingo, julho 31, 2011
segunda-feira, julho 25, 2011
domingo, junho 12, 2011
Reconstruindo o LCA
Se o título parece grego para você, que bom. Mas a partir do momento em que você sofre uma torsão séria no joelho e compromete a estrutura do ligamento cruzado, LCA vira algo como o ABC. Foram mais de dois anos entre a primeira lesão e a operacão, feita na terca-feira da última semana (07/06/2011). Fiz não apenas para poder voltar a jogar futebol, mas para proteger as estruturas que ainda continuavam intactas, como os meniscos. Sem eles e já sem o LCA, rompido totalmente no início deste ano, eu não teria como fugir de uma prótese, o que seria bem mais complicado.
Enfim, se você quer saber tudo sobre a cirurgia, vou escrever num blog à parte. Depois eu deixo o link por aqui. Este texto é apenas um teste de envio de post por e-mail. Valeu. Abraco.
Enfim, se você quer saber tudo sobre a cirurgia, vou escrever num blog à parte. Depois eu deixo o link por aqui. Este texto é apenas um teste de envio de post por e-mail. Valeu. Abraco.
quarta-feira, outubro 13, 2010
CHFB in Concert

Claudião, recebemos apenas hoje a notícia de sua mudança. Torcendo para que aí tenha WiFi, fica aqui a homenagem do Meditabundas e de toda a turma da PUC ao colaborador desde sempre, colega por quatro anos, poeta desde então e artista recente. Quande der mande o novo e-mail. E até lá vá tomando umas por nossa conta. Abraços.

Claudião, recebemos apenas hoje a notícia de sua mudança. Torcendo para que aí tenha WiFi, fica aqui a homenagem do Meditabundas e de toda a turma da PUC ao colaborador desde sempre, colega por quatro anos, poeta desde então e artista recente. Quande der mande o novo e-mail. E até lá vá tomando umas por nossa conta. Abraços.
segunda-feira, outubro 11, 2010
A mudança

Num sobressalto, pulou do sofá, andou pelos cômodos sem vida e parou na soleira da porta. Se fechasse os olhos, poderia ouvir os risos vindos da cozinha. Se respirasse mais fundo, poderia sentir o cheiro de café e cigarro mentolado. Mas resistiu, deixou os móveis, alguns cabides e saiu. Objetos pertencem à casa. Com as mãos nos bolsos, atravessou a rua, deixando para trás até o chofer do caminhão de aluguel. Mudou porque precisava encontrar um lugar menos seguro. Mudou, acima de tudo, porque cansou de ver aquela velha fachada desbotada toda vez que se olhava no espelho.

Num sobressalto, pulou do sofá, andou pelos cômodos sem vida e parou na soleira da porta. Se fechasse os olhos, poderia ouvir os risos vindos da cozinha. Se respirasse mais fundo, poderia sentir o cheiro de café e cigarro mentolado. Mas resistiu, deixou os móveis, alguns cabides e saiu. Objetos pertencem à casa. Com as mãos nos bolsos, atravessou a rua, deixando para trás até o chofer do caminhão de aluguel. Mudou porque precisava encontrar um lugar menos seguro. Mudou, acima de tudo, porque cansou de ver aquela velha fachada desbotada toda vez que se olhava no espelho.
quarta-feira, setembro 01, 2010
Tá reclamando de quê?
Tá Reclamando do Lula? Do Serra? Da Dilma? Do Arruda? Do Sarney? Do Collor? Do Jucá? Do Kassab? Dos mais de 300 picaretas do Congresso? E você?
O Brasileiro é assim:
1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
5. - Fala no celular enquanto dirige.
6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.
8. - Viola a lei do silêncio.
9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.
10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas
desculpas.
11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao
trabalho.
13. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo.
14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado,
muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de
renda para pagar menos imposto.
16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através
do sistema de cotas.
17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10
pede nota fiscal de 20.
18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se
fosse pouco rodado.
21. - Compra produtos piratas com a plena consciência de que são
piratas.
22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da
roleta do ônibus, sem pagar passagem.
24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como
clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.
27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que
recebe das empresas onde trabalha.
28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que
ainda não foi inventado.
29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o
fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes
não devolve.
E quer que os políticos sejam honestos.
Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas.
Esses políticos que aí estão, saíram do meio desse mesmo povo ou não?
(via spam)
Tá Reclamando do Lula? Do Serra? Da Dilma? Do Arruda? Do Sarney? Do Collor? Do Jucá? Do Kassab? Dos mais de 300 picaretas do Congresso? E você?
O Brasileiro é assim:
1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.
5. - Fala no celular enquanto dirige.
6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.
8. - Viola a lei do silêncio.
9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.
10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas
desculpas.
11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao
trabalho.
13. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo.
14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado,
muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de
renda para pagar menos imposto.
16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através
do sistema de cotas.
17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10
pede nota fiscal de 20.
18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se
fosse pouco rodado.
21. - Compra produtos piratas com a plena consciência de que são
piratas.
22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da
roleta do ônibus, sem pagar passagem.
24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como
clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.
27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que
recebe das empresas onde trabalha.
28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que
ainda não foi inventado.
29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o
fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes
não devolve.
E quer que os políticos sejam honestos.
Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas.
Esses políticos que aí estão, saíram do meio desse mesmo povo ou não?
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domingo, julho 05, 2009
quinta-feira, junho 04, 2009
Vida Própria

Um dia desses, em meio à chuva, ele olhou para a viúva da casa ao lado, que só era viúva para formar a primeira rima pobre deste texto mal-enjambrado. E a viúva comia uvas, numa imagem diáfana que lhe deixou sem ação, e que me deixou sem rima. Entre as janelas das duas casas vizinhas, só a chuva caindo fininha. E ele, de olhar fixo na viúva gostosa - que nunca antes havia visto como tal – pensava sandices que no fundo nem faziam tanto mal. Era ele um viúvo triste também, como convém a uma história assim. No fim, ficariam juntos, já que eu, como autor da trama, não antevia reviravoltas nem mudanças, e seguia sem muita esperança de fechar tudo com jactância. E o viúvo, tomado de coragem abrupta, culpa talvez de sua impaciência para com o dono desta pena irresoluta, abriu a porta de casa disposto a tocar a campainha da vizinha. O que dizer, ele ainda não sabia. Mas sorria. Por certo uma desculpa esfarrapada surgiria durante a travessia daquele jardim repleto de inesperada alegria.
Inesperado também foi o raio fulminante que cruzou os céus para atingi-lo em cheio, fritando esperanças e devaneios. E antes mesmo do trovão, o viúvo já jazia sem vida no chão. E tão surpreso quanto o morto se viu o autor deste conto torto. Às vezes as histórias têm vida própria, sem rima, sem graça, sem sentido algum.

Um dia desses, em meio à chuva, ele olhou para a viúva da casa ao lado, que só era viúva para formar a primeira rima pobre deste texto mal-enjambrado. E a viúva comia uvas, numa imagem diáfana que lhe deixou sem ação, e que me deixou sem rima. Entre as janelas das duas casas vizinhas, só a chuva caindo fininha. E ele, de olhar fixo na viúva gostosa - que nunca antes havia visto como tal – pensava sandices que no fundo nem faziam tanto mal. Era ele um viúvo triste também, como convém a uma história assim. No fim, ficariam juntos, já que eu, como autor da trama, não antevia reviravoltas nem mudanças, e seguia sem muita esperança de fechar tudo com jactância. E o viúvo, tomado de coragem abrupta, culpa talvez de sua impaciência para com o dono desta pena irresoluta, abriu a porta de casa disposto a tocar a campainha da vizinha. O que dizer, ele ainda não sabia. Mas sorria. Por certo uma desculpa esfarrapada surgiria durante a travessia daquele jardim repleto de inesperada alegria.
Inesperado também foi o raio fulminante que cruzou os céus para atingi-lo em cheio, fritando esperanças e devaneios. E antes mesmo do trovão, o viúvo já jazia sem vida no chão. E tão surpreso quanto o morto se viu o autor deste conto torto. Às vezes as histórias têm vida própria, sem rima, sem graça, sem sentido algum.
quarta-feira, maio 27, 2009
quinta-feira, maio 14, 2009
Ao Vivo Também Se Morre (Ou O Colapso Da Acefalia Global)

Ele não gostava da Ivete. Nem do Ronaldo. Nem do Rubinho. Nem do Obama. Nem da Maísa. Nem do Lula. Nem do Galvão. Nem do Jô. Nem da Paes. Nem do Sarney. Nem de ninguém. Principalmente se este ninguém vivia na mídia. Porque afinal, quase ninguém em exposição na mídia consegue deixar de ser mala. Justamente por isso ele sonhava em matá-los. Todos. Nenhum mala deveria sobreviver. Só assim a vida seria novamente vívida.
Para matá-los, todos, era preciso um plano. Um bom plano. Um plano perfeito. E ele o arquitetou. Com minúcia e dedicação. Com esquemas e anotações. Com armas e bombas. Em segredo e em sincronia. Todos morreriam no mesmo dia. E na mesma hora, talvez. Uma mensagem para todos aqueles que sonhavam em ser malas também. E então tudo ficaria bem.
O plano foi posto em prática. Com precisão milimétrica. Ele era, em última instância, um gênio. Da química e da matemática. Da estatística e da balística. Do cálculo e da tecnologia. Da probabilidade e da sorte. E quanto apertou o botão, uma bomba de dois estágios foi acionada sobre o palco da Ivete. A primeira explosão levantou a saia da moçoila. A segunda distribuiu seus pedaços para a platéia. Com o Ronaldo, foi durante o jogo. O sistema de entrelaçamento da microscópica malha metálica tecida sob o seu uniforme foi acionada à distância, apertando o corpo do jogador cada vez mais, esmagando carne, ossos, órgãos e tudo mais, até o pobre homem cair morto e, finalmente, magro de verdade. Com o Rubinho outro tipo de tecnologia foi utilizada para o extermínio. Na última volta da corrida do dia, uma explosão supersônica foi ouvida, enquanto o bólido do piloto disparou numa velocidade indizível, ultrapassando todos os outros carros até desintegrar-se numa poeira melancólica justamente quando ia cruzar a linha de chegada. Para todos os efeitos, ele não completou a prova. O Obama, coitado, morreu fritado ao levar um choque high-tech de seu blackberry modificado. A Maísa simplesmente teve suas baterias trocadas por evereadys de 1.000.000 de volts, que torraram a pentelha ao vivo ao mesmo tempo em que revelaram o que todos já sabiam – ela era mesmo um robô. O Lula morreu ao minimizar os inúmeros tiros de escopeta recebidos, dizendo que ele e o Brasil superariam isso. Para o Galvão, ele resolveu que era preciso agir pessoalmente – afinal, até o mais duro dos serviços precisa trazer alguma diversão. Por conta isso, foi o próprio arquiteto da morte que entrou na cabine de imprensa do Maracanã, simplesmente enfiando o microfone goela adentro do locutor, calando sua boca para sempre, como sempre pediam aqueles vários cartazes nas arquibancadas. Teve ainda o Jô, o único que recebeu uma chance de se redimir, já que a bomba em seu esôfago só seria acionada se ele realmente não deixasse os seus entrevistados falarem por mais de 5 segundos. O coitado não conseguiu nem mesmo chamar o primeiro break comercial. A Paes morreu prensada na tradicional câmara de tortura hindu, para parar de se achar uma vaca das Índias, visto que não passava de uma nacional mesmo. E o Sarney, por fim, morreu espancado, esfaqueado, baleado, escalpelado, empalado, extirpado, queimado, enforcado e esquartejado – e todos acharam pouco.
Muitos outros semifamosos foram mortos também, mas como ninguém liga para ex-BBBs e outras beldades-relâmpago, os assassinatos e “acidentes” se resumiram a notas de rodapé em jornais sensacionalistas.
Ao final de seu plano perfeito, ele se conectou a todas as redes de TV do país, e mais algumas do mundo de lambuja, para explicar a todos o que haviam presenciado. “Não há mais lugar neste mundo para idiotas midiáticos!”. O povo vibrou. Muitos foram às ruas. Ele tinha se tornado um herói. As emissoras rapidamente encontraram o seu sinal pirata e telefonaram implorando para que ele não saísse do ar, pois os índices de audiência estavam nas alturas.
Ao perceber que tinha se transformado no que mais odiava, ele não vislumbrou outra alternativa: tomou nas mãos o seu revólver de estimação e espalhou seus miolos pelo mundo todo, via satélite e em alta definição.

Ele não gostava da Ivete. Nem do Ronaldo. Nem do Rubinho. Nem do Obama. Nem da Maísa. Nem do Lula. Nem do Galvão. Nem do Jô. Nem da Paes. Nem do Sarney. Nem de ninguém. Principalmente se este ninguém vivia na mídia. Porque afinal, quase ninguém em exposição na mídia consegue deixar de ser mala. Justamente por isso ele sonhava em matá-los. Todos. Nenhum mala deveria sobreviver. Só assim a vida seria novamente vívida.
Para matá-los, todos, era preciso um plano. Um bom plano. Um plano perfeito. E ele o arquitetou. Com minúcia e dedicação. Com esquemas e anotações. Com armas e bombas. Em segredo e em sincronia. Todos morreriam no mesmo dia. E na mesma hora, talvez. Uma mensagem para todos aqueles que sonhavam em ser malas também. E então tudo ficaria bem.
O plano foi posto em prática. Com precisão milimétrica. Ele era, em última instância, um gênio. Da química e da matemática. Da estatística e da balística. Do cálculo e da tecnologia. Da probabilidade e da sorte. E quanto apertou o botão, uma bomba de dois estágios foi acionada sobre o palco da Ivete. A primeira explosão levantou a saia da moçoila. A segunda distribuiu seus pedaços para a platéia. Com o Ronaldo, foi durante o jogo. O sistema de entrelaçamento da microscópica malha metálica tecida sob o seu uniforme foi acionada à distância, apertando o corpo do jogador cada vez mais, esmagando carne, ossos, órgãos e tudo mais, até o pobre homem cair morto e, finalmente, magro de verdade. Com o Rubinho outro tipo de tecnologia foi utilizada para o extermínio. Na última volta da corrida do dia, uma explosão supersônica foi ouvida, enquanto o bólido do piloto disparou numa velocidade indizível, ultrapassando todos os outros carros até desintegrar-se numa poeira melancólica justamente quando ia cruzar a linha de chegada. Para todos os efeitos, ele não completou a prova. O Obama, coitado, morreu fritado ao levar um choque high-tech de seu blackberry modificado. A Maísa simplesmente teve suas baterias trocadas por evereadys de 1.000.000 de volts, que torraram a pentelha ao vivo ao mesmo tempo em que revelaram o que todos já sabiam – ela era mesmo um robô. O Lula morreu ao minimizar os inúmeros tiros de escopeta recebidos, dizendo que ele e o Brasil superariam isso. Para o Galvão, ele resolveu que era preciso agir pessoalmente – afinal, até o mais duro dos serviços precisa trazer alguma diversão. Por conta isso, foi o próprio arquiteto da morte que entrou na cabine de imprensa do Maracanã, simplesmente enfiando o microfone goela adentro do locutor, calando sua boca para sempre, como sempre pediam aqueles vários cartazes nas arquibancadas. Teve ainda o Jô, o único que recebeu uma chance de se redimir, já que a bomba em seu esôfago só seria acionada se ele realmente não deixasse os seus entrevistados falarem por mais de 5 segundos. O coitado não conseguiu nem mesmo chamar o primeiro break comercial. A Paes morreu prensada na tradicional câmara de tortura hindu, para parar de se achar uma vaca das Índias, visto que não passava de uma nacional mesmo. E o Sarney, por fim, morreu espancado, esfaqueado, baleado, escalpelado, empalado, extirpado, queimado, enforcado e esquartejado – e todos acharam pouco.
Muitos outros semifamosos foram mortos também, mas como ninguém liga para ex-BBBs e outras beldades-relâmpago, os assassinatos e “acidentes” se resumiram a notas de rodapé em jornais sensacionalistas.
Ao final de seu plano perfeito, ele se conectou a todas as redes de TV do país, e mais algumas do mundo de lambuja, para explicar a todos o que haviam presenciado. “Não há mais lugar neste mundo para idiotas midiáticos!”. O povo vibrou. Muitos foram às ruas. Ele tinha se tornado um herói. As emissoras rapidamente encontraram o seu sinal pirata e telefonaram implorando para que ele não saísse do ar, pois os índices de audiência estavam nas alturas.
Ao perceber que tinha se transformado no que mais odiava, ele não vislumbrou outra alternativa: tomou nas mãos o seu revólver de estimação e espalhou seus miolos pelo mundo todo, via satélite e em alta definição.
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