quinta-feira, maio 04, 2006

O Cri-crítico
Les Poupées Russes (Bonecas Russas - França/Inglaterra 2005)


Dizem que eu só gosto de filme iraniano. Não é verdade. O que me cansa são os enlatados americanos, que funcionam apenas como passatempo pois seguem uma fórmula conhecida e são previsíveis demais para gerar qualquer emoção nova.
Gosto mesmo dos filmes alternativos, daqueles que geralmente não passam nos cinemas mais arrumadinhos da cidade. Aliás, que são os mais caros e que vendem o composto pipoca-refrigerante mais inflacionado do mundo. Mas isso não vem ao caso. Ainda assim, sou muito mais Almodóvar do que Spielberg.
Fui ver ontem o "Bonecas Russas", do diretor Cédric Klapisch, no Unibanco Arteplex (Shopping Crystal). Fiquei impressionado com a ausência de gente no cinema, que passou por uma reforma recente e não é de todo mau. A tela é menor e fica mais alta, pois a disposição dos assentos não é em anfiteatro. Mas os assentos são confortáveis e o som é bom. Mas isso também não vem ao caso.
O caso é o filme. Um pouco confuso no começo, Bonecas Russas engata quando se tem uma melhor percepção do que se trata e prende a atenção até o final. Fiquei sabendo hoje que é a continuação do filme "Albergue Espanhol", que mostra a vida de um grupo de amigos de países diferentes que estudam durante um ano em Barcelona.
O personagem central é Xavier, um parisiense em busca da mulher ideal que larga um emprego convencional para se dedicar à carreira de escritor. Ele é contra clichês, mas para sobreviver passa a escrever um seriado repleto deles, para desespero da ex-namorada Martine, interpretada por Audrey Tautou (de Amélie Poulain). Xavier passa também a ser ghostwriter de celebridades que querem uma autobiografia mas não sabem escrever.
No geral, o filme agrada e muito, deixando muitas vezes um sorriso estampado no rosto pelo cuidado com os detalhes e as surpresas da história. O nome do filme faz sentido na parte final, quando um dos amigos (um inglês que se apaixona por uma bailarina russa) resolve se casar em São Petesburgo, reunindo novamente toda a trupe.

A mulher perfeita (versão pirata)

A mulher perfeita não vive sem os Meditabundos, mas avisa que o Carcamano nunca mais compareceu depois de ver um filme de caubóis automontantes.

quarta-feira, maio 03, 2006

Da série "Cada um se vira como pode..."

terça-feira, maio 02, 2006


Greve de fome

Nada de balinha, nada de bolachinha, nada de pirulitinho. Fica aí de castigo. E se chorar a gente corta também a água e as visitas.

quinta-feira, abril 27, 2006

Anúncio para limpar a bunda

quarta-feira, abril 26, 2006

O mercado está cada vez mais concorrido. Os produtos estão cada vez mais comoditizados. Quem não inovar vai acabar perdendo seu lugar ao sol.

terça-feira, abril 25, 2006

Hoje é dia do Kowalski



Deixe aqui sua saudação.

quinta-feira, abril 20, 2006

Eles vão estar entre nós.
+
Oh, no! Not you again!!!
+
Hã? Estes carinhas aqui?

terça-feira, abril 18, 2006

Artistas que ainda serão



Ele inventou e fabricou seu próprio instrumento.
Ele faz músicas de protesto.
Ele é o Tony da Gatorra.

Não deixe de ouvir os hits: Assassino e Droga Fatal.

segunda-feira, abril 17, 2006

Da série Acredite se Quiser


Os dentes dos cachorros são os únicos que, além de pré-molares, também são caninos.
Absurdo!



"Minhoca, minhoca, me dá uma beijoca.../ Não dou! Não dou!/ Então eu vou roubar.../ Minhoco, minhoco, você é mesmo louco: beijou do lado errado... A boca é do outro lado!".

Humilhação, submissão, ausência de amor próprio, egoísmo, desonestidade, abuso, desrespeito, impunidade, insanidade, ignorância e perversão. Que valores as músicas infantis de hoje em dia estão ensinando para as nossas crianças? É o fim dos tempos!

Na próxima semana, a homossexualidade e otras cositas más de "Atirei O Pau No Gato".

quinta-feira, abril 13, 2006

Da série Anúncios Cretáceos


Qual a sua interpretação (ou interafro-americanização) para esse título?
Kill Bunny.
Este não é o meu post de Páscoa.
Mas quase.

Enviado por email pelo Mauro Brustolin Iplinski.

quarta-feira, abril 12, 2006



A tradição da Páscoa foi criada em 57 a.C. (antes do Coelho) por Abraham Rabbinovichus, um judeu turco descendente de árabes nazistas, que era famoso por vender ovos de galinha coloridos. Quer dizer, ele era famoso por tentar vender ovos de galinha coloridos, pois em mais de 15 anos pintando ovos ele só conseguira vender um deles, para um sujeito faminto que era daltônico. Os ovos eram recheados com amendoim alemão ou holandês, não lembro ao certo.
Voltando à Páscoa, Abraham (que mais tarde viu seu nome emprestado a um tanque de guerra americano e se suicidou pela trigésima milésima vez - ele era imortal) estava quase falindo quando teve a idéia de criar um evento tradicional em que pudesse literalmente desovar seu estoque de ovos coloridos. Determinou, então, que todo ano seria celebrado um domingo de Páscoa, sem porém ter um motivo especial para tal.
Como o povo naquela época ainda não era tão burro como hoje, ninguém caiu na artimanha comercial de Rabbinovichus.
Depois de mais uma tentativa de suícido fracassada, Abraham, cujo apelido era Coelho por ostentar dentões e orelhas estranhamente grandes, e de se reproduzir prolificamente com mulheres, homens e ovelhas da vizinhança - o que talvez se explique pela dieta quase que exclusiva de amendoins alemães ou holandeses -, enfim, nosso amigo aproveitou o evento hollywoodiano da ascensão para emplacar a Páscoa como sempre sonhou.
Publicitário nas horas vagas, Coelho criou um bem bolado esquema de associação da fé com ovos coloridos e um coelho peludo, que vem dando resultados até hoje. Hoje, acionista majoritário da Garoto, da Nestlé e da Ferrero Rocher, Rabbinovichus, cuja primeira sogra se chamava Rutecrécia Pacovitch - daí o nome do feriado (que era quando ele conseguia fugir da dita cuja) -, é um cidadão recluso. Vive à sombra das árvores de seu retiro espiritual no deserto de Mojave, de onde sai uma vez por ano sob a personalidade de um coelho para esconder seus ovinhos por aí.

domingo, abril 09, 2006

quinta-feira, abril 06, 2006

Workchopp: hoje again.

terça-feira, abril 04, 2006

Como diz este grande filósofo das insolências cotidianas:
MALHA FINA SÓ PEGA PEIXE PEQUENO!!

Neste corrente mês de abril iniciaremos mais uma vez a anual declaração de nossas modestas rendas. Estou pensando seriamente em não contabilizar meus ganhos. Sei lá, vou dizer que o iate que comprei foi um pequeno presente, um desses agrados corriqueiros, um brinde de fornecedor. Vou passar como um desavisado. E se aquele apartamento de cobertura não escapar, chamo um desses amigos prestativos, que andam com alguns milhões em espécie na carteira, para pagar minhas contas. Quem tem padrinho não morre pagando, hehe.

Mas isto não é pra qualquer um não. Vai pensando que é assim. É preciso ter algum no bolso, um advogado ou um deputado, desses baratinhos, de aluguel. Tudo dá-se um jeito. Agora, o bicho pega se você tiver uns 25 mil na conta corrente. Aí a coisa se escafede de vez. Vão arrumar uma CPI, quebrar teu sigilo com a Polícia Federal nas costas, vai ter ministro querendo saber como uma soma dessas foi parar no seu extrato. Aliás, extrato bancário é combinação interessante. Extrato porque é fragmento, condensado, diminuto. E, é claro que sendo tão pequeno e sucinto não iria caber ali, naquele ínfimo papelucho todo o dinheiro que humildemente eu ganhei. Por isso eu preciso destes valores não declarados. Simples não?