segunda-feira, outubro 08, 2007



Eu acho muito legal o slogan da Unimed: "O melhor plano de saúde é viver. O segundo melhor é Unimed." O conceito é forte, as campanhas são legais e tal. Estou inclusive pensando em lançar um plano de saúde chamado VIVER.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Enquanto Isso, Em Brasília...



Do UOL de hoje: "Carimbo com erro na grafia da palavra 'Congresso' espalha equívoco por milhares de documentos oficiais da Câmara e do Senado".

Eu vi um cara andando no meio da rua. Ele tinha a cara séria, um olhar determinado. Tinha a barba por fazer e a pele torrada pelo Sol, talvez também pela cachaça. Não posso afirmar. Deve ter acordado de sabe-se lá quais sonhos num mundo que não lhe dizia respeito. E resolveu andar. No meio da rua. No meio dos carros. Na contramão. Poucas vezes vi alguém fazer algo sem aparente sentido com tanta convicção. Ele não me viu. No mundo dele eu nem existo. E isso é estranho. Ele passou a existir no meu.

terça-feira, setembro 25, 2007

Faça Sua Legenda - VII



Texto original: "Theo Christian, do London's Leftovers FC ('As Sobras de Londres FC'), falha ao tentar pegar a bola, durante partida pela Copa do Mundo Gay de Futebol, em Buenos Aires. 28 equipes disputam a competição organizada pela Associação Internacional de Futebol de Gays e Lésbicas." (Fonte: Terra)

Qual seria o SEU texto para a foto? Resposta nos comentários.

segunda-feira, setembro 24, 2007

i-Mundo



Do Blue Bus de ontiontionti: "Abrem mão de amigos e sexo só pra ficar na internet". Em outras palavras, "Uma pesquisa realizada pela JWT nos EUA indica que 28% dos americanos admitiram gastar menos tempo se relacionando pessoalmente por conta do tempo passado na internet. 20% confessaram ter diminuído a atividade sexual por conta da internet. (...) Segundo o estudo, as pessoas se definem como "ansiosas, isoladas e entediadas" quando são forçadas a ficar offline. (...)".

Do Nego Lee de sempre: Ser humano me dá nojo.

quinta-feira, setembro 20, 2007



Nosso presidente aloprado acaba de dizer que "sem a CPMF o Brasil de hoje é ingovernável." Repare no "de hoje". A explicação está toda aí. O Brasil de Lula é ingovernável porque, em primeiro lugar, o País não tem um presidente. Tem um sanguessuga duas caras fantasiado de humano. E este parasita mentiroso infestou a máquina pública do Brasil com milhares de outras larvas de seu putrefato partido. Larvas incompetentes, imbecis e tão avessas ao trabalho como ele próprio. Daí a dificuldade de se governar o Brasil sem os 40 bilhões que a CPMF rende todos os anos. Uma grana que deveria estar indo para a Saúde e que morreu no bolso de corruptos ou na sala de espera, como centenas de brasileiros que acreditaram que seriam atendidos no SUS ou coisa que o valha. O Brasil é governável, sim. Basta tirar o presidente, destituir o Senado e passar potentes vermífugos por todos os cantos da Câmara Federal.

domingo, setembro 16, 2007

Tênue fronteira

Não sei se vocês sabem, mas a minha vida deu uma guinada de 360 graus.Todo mundo tirou sarro da declaração filosófico-bombástica da Carla Perez, mas agora eu sinto que o que ela disse (e não exatamente o que quis dizer) até que faz algum sentido: é aquele famoso cavalo-de-pau, que mais parece um cavalo-de-batalha no caminho da gente e não necessariamente leva adiante.Estou vivendo quase como um Burroughs do Naked Lunch. Só que o teclado não quer falar comigo, maldito. E agora eu tenho tempo de sobra pra não fazer nada do que precisa ser feito.
***

Só aqui mesmo: uma pomba entra pela sua janela e faz ninho no seu travesseiro. E como é que a cabeça vai descansar?

(Por enquanto, isso é o que de mais interessante eu tenho para contar).

***

Nem me despedi a preceito dos amigos. Talvez porque não tenha ido direito ainda. O que, convenhamos, não é razão para desmerecer um porre ritualístico.
Além de um desabafo, isso é um convite. Mais que um convite, uma intimação.
Me esperem e segurem o Nego para ele não abrir o vinho antes que eu chegue aí.

DR

quinta-feira, setembro 13, 2007

O Che que me desculpe, mas chegou a hora de perder la ternura

Chega de passividade. Chega de protesto silencioso. Chega de pintar a cara. Vamos à guerra. Contribua com sua idéia hostil para esculhambar os senadores que votaram contra a cassação do Calheiros e todo o resto da corja que parasita o poder.

quarta-feira, setembro 12, 2007




Hoje, em reunião secreta, os senadores da república vão decidir se fingem que são honestos ou se assumem que são uns pulhas.

terça-feira, setembro 11, 2007

Depois do iPod, iRaq.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Lindão!


Na hora em que o Ronaldinho se preparou para bater aquela falta contra os EUA, comentei com o meu pai: quando ele faz essa cara de mau é porque vem coisa. Não deu outra. Ele chutou a bola no lugar mais improvável do mundo: bem no canto em que o goleiro estava. Mas chutou numa altura em que a vítima não sabe se vai com a mão ou com o pé. E, se sabe, é pego no contrapé. Perfeito. Irretocável. A beleza do pintor está nos quadros que ele pinta.

terça-feira, setembro 04, 2007

Tarantino's Mind.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Faça Sua Legenda - VI



Texto original: "Meninas dançam ao som da axé music em feira voltada para agentes funerários no Guarujá, litoral paulista. A Funexpo apresentou novidades como a maquiagem para seis tons de pele." (Fonte: UOL.)

Qual seria o SEU texto para a foto? Resposta nos comentários.

sexta-feira, agosto 31, 2007

GRINDHOUSE



"Planet Terror" (Robert Rodriguez) e "Death Proof" (Quentin Tarantino)

Este é o primeiro filme pirata que eu resenho. Não que eu ache legal (ou que seja legal, legalmente falando). Na real, eu não curto muito a pirataria fílmica, principalmente aquela porcalhenta captada diretamente das salas de cinema. Mas, no caso em questão, a razão da piratagem é/foi simples: se eu fosse esperar o lançamento nos cinemas, ou talvez direto em DVD, teria que sentar. E esperar. Sentado. E muito, pelo jeito da coisa. E talvez ainda tivesse que pagar dois ingressos para ver um único filme com dois episódios - que deveriam ser médias-metragens, mas o fato é que os diretores se empolgaram e editaram além do bom-senso (porque ambos os filmes ficariam bem melhor com uma meia horinha a menos). Mas o que realmente me surpreendeu, ao assistir a estes médias alongados, foi o descarado fato (que não é fato, por ser só o que eu acho) de que o Rodriguez se saiu melhor do que o Tarantino. "Planet Terror" é bem a cara do Rodriguez, com diálogos toscões, efeitos podrões, muita pose e clichês remendados e reutilizados à exaustão. Mas dentro da proposta do filme, tudo funciona direitinho, inclusive a parte do rolo faltante, que realmente pula a história, ao contrário do filme do Tarantino, onde nem damos por falta do rolo faltante. Aliás, o Taranta até que tentou voltar aos seus diálogos pop-legais, mas não funcionou legal e só deixou o filme chato e arrastado. Além disso, ele não soube criar a mínima tensão, talvez pelo fato de criar um vilão de carne-e-osso - e meio fraco, convenhamos. Se optasse por um carro sem motorista visível, no estilo do caminhão de "Encurralado" ou daquela tosqueira setentista (período "homenageado" pelos diretores) conhecida como "O Carro Do Diabo", acho que tudo funcionaria melhor. De resto, de tudo, o melhor mesmo são os ótimos trailers falsos, com destaque para o genial "Thanksgiving", o divertido "Don't" e a presença marcante e hilária de Nicolas Cage em "Werewolf Women Of The S.S.".

quarta-feira, agosto 29, 2007

Im-Per-Dí-Vel



"Laertevisão - Coisas Que Não Esqueci".
Do Mal



Animação sinistra.

terça-feira, agosto 28, 2007

"Ritmo Alucinante" (Marcelo França)



Rock brasileiro não tem memória, quanto mais história. Parece pular da Jovem Guarda sessentista pra a tal "explosão" oitentista, esquecendo de propósito dos progressivos e experimentalóides anos setenta. Por mais que eu também ache um saco algumas viajadas acidosas e solísticas de tais tempos, é bom poder ver os barulhos de então para situar as coisas e pinçar algo de bom. Por isso mesmo é que eu achei tão interessante achar este "Ritmo Alucinante" em meio a tantos dublevês triplos (clique no link para assistir na íntegra). O filme de 75 apresenta alguns bons momentos de um primordial Hollywood Rock totalmente brazuca. Mesmo com a grande influência dos sons viajandões, seja no jazzismo funkado xarope do Vímana (ainda sem Lobão ou Ritchie, eu acho) ou nas esticadas psicodélicas do Tutti-Frutti, podemos ver (e ouvir) coisas legais. Ou no mínimo curiosas. Tipo a falta de traquejo, molejo ou mesmo presença de palco de quase tudamunda. Gentes que, tecnicamente, já tinham uma bela estrada, como Celly Campelo e Erasmo Carlos, aparecem bem perdidões no palco. O Lulu Santos (na sua fase Vímana) é ainda pior, e se arrisca num passos esquisitos do tipo "eu-tô-cagado". Um pouco melhor se sai "O Peso", que mesmo com a sonoridade um tanto quanto datada de blues-rockão-basicão, mostra alguma presença de palco. A Rita até que manda bem, principalmente na segunda canção, onde esbanja animação com seu estilão glam de ser nos setenta, meio que flertando com a androginia Ziggy do Bowie. Mas o cara que é "o" cara só poderia ser um cara: Raul Seixas. O maluco entra chapado, bêbado e sabe-se lá mais o quê, e ainda assim domina o palco foderozamente como rockstar que era, com direito a silhueta nas sombras, poses a la Gita com sua gitarrita, a Lei no papel enroladão imitando pergaminhão, comentários irônicos no meio das canções (sobra até pro patrocinador), embromation geral quando esquece a ordem das estrofes, enrolation total quando o fio da guitarra decide pegar no seu pé e, o principal, rock and roll genial na melhor acepção da palavra.

sexta-feira, agosto 24, 2007

This is México!



"300": versão chicana.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Ranking De Hoje: Toalheiros



O Instituto Tecnológico Científico Nego Lee The Commonwealth Of Massachusetts Uh-Te-Rê-Rê tem o orgulho de apresentar mais um extraordinário trabalho de pesquisa sobre um dos mais importantes assuntos que afligem a humanidade: os toalheiros. Sim, aqueles trecos que ficam nos banheiros públicos para as pessoas secarem as mãos depois de uma torneirada pós-xixi ou cocô.

Eis os resultados (por ordem de qualidade ri-go-ro-sa-men-te testada e comprovada, pode ter a certeza)...

5º Lugar = Vapor Barato: Sem dúvida, o pior de todos. Meu, sério: nem a pau que algum ser humano consegue secar a mão naquela irritante maquininha que fica sobrando um bafo quente chato e ineficiente. Só serve para fungar em cangote de anão. Cotação: Desgust.

4º Lugar = Papel com Sensor: Outra porcaria. Já não basta passar pelo desprazer de estar em um lugar fechado cheio de homem com o pau para fora, de onde você quer sair o quanto antes, o cabra ainda tem que esperar a pôrra do motorzinho funcionar direito. Cotação: Argh.

3º Lugar = Papel Higiênico: Dos males, o menor. Tem como pró o fato de ser familiar ao povo e estar (quase) sempre à mão, às vezes até sem fila, mas conta como contra com aquela eterna interrogação se o "higiênico" do nome confere ou não. Cotação: Menimeni.

2º Lugar = Papel com Picote: Muita eficiência, mas muito esperdício. (NR: Sim, eu escrevo errado de propósito. Eu gosto assim. Vai encarar?) Whatever, quer saber? QSF: não dá mesmo para enxugar a pata apenas com duas folhas. Azar das árveres. Cotação: Quaaaaase.

1º Lugar = Toalhão de Pano: 99% perfeito. Seca bão, tem sempre bastantão e é fácil de usar de montão. O tal do 1% fica por conta das travadas que rolam quando se puxa a bobina como macho, mas não é nada que uns tapas no bagulho não resolvam. Cotação: Puxa!

Vale lembrar que esta pesquisa foi auditada pela empresa Poncio & Pilatos, a bam-bam-bam no assunto. Opiniões (ou sugestões para o próximo objeto de estudo) nos comentários, por favor.

segunda-feira, agosto 06, 2007



Ontem à tarde meu vô morreu. Assim, na minha frente, numa cama de hospital. Nunca achei que fosse presenciar algo assim. Vi seu último suspiro e não pude fazer nada. Ninguém pode. Por isso, queria escrever algo bonito para ele agora, uma poesia, uma homenagem, mas não consigo. Pensar tornou-se algo difícil. Queria agradecê-lo por tanta coisa, pelo canivete com cabo de madeira, pela primeira (e única) camisa de futebol, por me ensinar a derrubar caqui, pela serenidade e presença de espírito. Mas essas coisas a gente tem que fazer em vida. Agora é tarde. Adeus, vô Neves, até um dia.