sexta-feira, março 13, 2009

Podcasts Nerds sobre “Watchmen – O Filme”

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Aqui você pode ouvir um bando de nerds de um site nerd discutindo “Watchmen” por quase duas horas, contando com a presença especial de Kevin Smith. Entre as muitas nerdices, destacam-se observações polêmicas e interessantes, como Zach Snyder ser o Jesus dos nerds, o real porquê de Alan Moore não querer ver a sua obra maior adaptada para outra mídia de maior público, as implicações e limitações do novo final e, até mesmo, a verdadeira orientação sexual de Rorschach. Já neste link, ao contrário das opiniões favoráveis, nerds brasileiros bem maletas tentam explicar porque desgostaram tanto do filme.

O Futuro é Vortex



Lembra que no futuro...

...de "De Volta Para O Futuro 2" a chuva era prevista com uma absurda precisão matemática, mas em compensação quase todo mundo tinha a cara do Michael J. Fox?

...de "Blade Runner" havia superpopulação e chuva ácida, mas em compensação você podia encontrar uma andróide com a cara da Sean Young quando ela ainda era young, bonita e gostosa?

...de "2.001 - Uma Odisséia No Espaço" um supercomputador sacaneava os humanos enquanto um monólito negro dava um puta nó na cabeça da gente, mas em compensação tudo compensava quando o filme era do Kubrick?

...de "Laranja Mecânica" rolava ultra-violência, Tratamento Ludovico e outras sacanagens distópicas, mas em compensação tudo compensava de novo e sempre quando o filme era do Kubrick?

...de "Fuga De Nova York" a grande maçã virava uma grande prisão, mas em compensação você escapava dali fácil, fácil, desde que o seu nome fosse Cobra Plissken?

... de "Brazil - O Filme" um estado totalitário e opressor impedia até mesmo de sonhar, mas em compensação tudo era embalado pela bela Aquarela Do Brasil?

...de "Akira" tudo era caos e devastação (como quase sempre nestes filmes futuristas), mas em compensação tudo era maravilhosamente bem desenhado e animado?

...de "O Dorminhoco" as mulheres eram frígidas, os homens impotentes e o estado era totalitário, mas em compensação o humor do Woody Allen estava afiadíssimo?

...de "O Demolidor" só existia sexo virtual, mas em compensação nada compensava num futuro que tinha Sylvester Stallone e Wesley Snipes se estapeando?

...de "Tron - Uma Odisséia Eletrônica" você podia entrar dentro do computador, mas em compensação o tal computador não passava de um 386 bem meia-boca?

...de "Mad Max" tudo era desolação e a gasolina valia mais do que a água, mas em compensação você... é... hmmm... podia comer bastante areia?

...de "Solaris" (o russo) tudo era devagar quase parado, mas em compensação o final arrepiava?

...de "O Vingador Do Futuro" sua vida era amontoado de mentiras, mas em compensação uma dessas mentiras era a Sharon Stone?

E aí, lembra de mais coisas daquele futuro que não é mais como era antigamente?

quinta-feira, março 12, 2009

Sem Travessão



Você parece não querer mais as minhas palavras. Jamais disse isso. Então tá, vou fazer que acredito. Você não mudou nada, sempre imputando aos outros uma culpa que é só sua. Culpando-me agora? Já estava na hora. Pois bem, o que mais? Precisa? Sempre. Você tem tempo? Todo tempo do mundo. Acho bom se sentar. Calma, eu ainda consigo ficar em pé depois de um baque. Não é por isso, é pelo tempo que vai levar. Me canse, eu agüento. Até parece, como se você não se cansasse sempre antes do tempo. Ah, já começou. Sem hora pra acabar. Comigo? Se for preciso. Precisa? Muito. Quanto? O infinito perde. E perco eu? Perde também. O quê? Só eu. Ah, é isso que você está querendo dizer. Isso? Acabou, é o que você quer dizer. Quero dizer, só não consigo. Então está dito. Assim parece. Então adeus. Adeus.

Old-fashioned People



Sabe aqueles caras que tiram o pente do bolso da calça de tergal e com ele puxam os últimos fios de cabelo da cabeça para trás, tudo isso bem no meio da rua? Pois é, eu achava que eles não existissem mais.

Eu estava errado. Meda.

quarta-feira, março 11, 2009

Caçado



Logo à frente a estrada descrevia um "Z" serifado, com curvas de 90 graus que só mesmo o carro do Automan para conseguir vencer a mais de 60 quilômetros por hora. Seguiu mais devagar, já que não possuía nenhum veículo repleto de néons azulados desenhados por um cursor de computador. Mas não tão devagar assim, pois sabia que estavam nos seus calcanhares, que mesmo não sendo os de Aquiles, revelavam-se frágeis, aliás como todo o resto de seu corpo. Ouviu um baque surdo no topo da serra, e riu da definição do som, pois se o baque era surdo, coitado, não conseguia nem ouvir a si próprio. Outro baque, bem mais perto, e então a visão do inferno se descortinou à sua frente, com um carro em chamas passando a centímetros do seu, para depois continuar rolando desfiladeiro abaixo. Provavelmente aceleraram demais na serifa do "Z". Devem ter explodido no primeiro baque, como todo bom carro de filme americano. Mas aquilo não era filme. E se houvesse final feliz, ainda estava longe. Outros carros se seguiriam aquele. Talvez até mesmo um helicóptero. A razão de tal assédio? Não sei ainda. Talvez num próximo post.

Tunch-Tunch-Tunch-Tizzz-Tizzz-Tizzz-Tunch-Tunch-Tunch



Ninguém nos segue neste blog. Agora ninguém vai nos seguir também no Twitter. Sim, o Meditabundas está também no Twitter. Tá, e daí?

Cenas Comprometedoras das Histórias em Quadrinhos I



Ou: fragmentos de uma época menos maldosa, mas muito hilária.

terça-feira, março 10, 2009

Os Créditos de Abertura de “Watchmen – O Filme”



Se você já viu o filme, aproveite para rever a já clássica sequência de abertura (e rápido, que a Warner anda tirando tudo do ar). Agora, se você não viu, não veja. Ela, e o filme como um todo, merecem uma tela de cinema como poucos.

Mije nas flores.

Na Dúvida, Melhor Errar Duas Vezes



Outro dia, vi duas tabuletas diferentes no mesmo caminhão. Aparentemente, elas vendiam a mesma fruta da família das cucurbitáceas. E eram capazes de uma proeza curiosa: cada uma conseguia errar diferente da outra. Enquanto uma vendia "Melansia", a outra vendia "Melamcia".

sexta-feira, março 06, 2009

"Ritmo Alucinante" (Marcelo França)



Rock brasileiro não tem memória, quanto mais história. Parece pular da Jovem Guarda sessentista pra a tal "explosão" oitentista, esquecendo de propósito dos progressivos e experimentalóides anos setenta. Por mais que eu também ache um saco algumas viajadas acidosas e solísticas de tais tempos, é bom poder ver os barulhos de então para situar as coisas e pinçar algo de bom. Por isso mesmo é que eu achei tão interessante achar este "Ritmo Alucinante" em meio a tantos dublevês triplos (clique neste link para assistir na íntegra). O filme de 75 apresenta alguns bons momentos de um primordial Hollywood Rock totalmente brazuca. Mesmo com a grande influência dos sons viajandões, seja no jazzismo funkado xarope do Vímana (ainda sem Lobão ou Ritchie, eu acho) ou nas esticadas psicodélicas do Tutti-Frutti, podemos ver (e ouvir) coisas legais. Ou no mínimo curiosas. Tipo a falta de traquejo, molejo ou mesmo presença de palco de quase tudamunda. Gentes que, tecnicamente, já tinham uma bela estrada, como Celly Campelo e Erasmo Carlos, aparecem bem perdidões no palco. O Lulu Santos (na sua fase Vímana) é ainda pior, e se arrisca num passos esquisitos do tipo "eu-tô-cagado". Um pouco melhor se sai "O Peso", que mesmo com a sonoridade um tanto quanto datada de blues-rockão-basicão, mostra alguma presença de palco. A Rita até que manda bem, principalmente na segunda canção, onde esbanja animação com seu estilão glam de ser nos setenta, meio que flertando com a androginia Ziggy do Bowie. Mas o cara que é "o" cara só poderia ser um cara: Raul Seixas. O maluco entra chapado, bêbado e sabe-se lá mais o quê, e ainda assim domina o palco foderozamente como rockstar que era, com direito a silhueta nas sombras, poses a la Gita com sua gitarrita, a Lei no papel enroladão imitando pergaminhão, comentários irônicos no meio das canções (sobra até pro patrocinador), embromation geral quando esquece a ordem das estrofes, enrolation total quando o fio da guitarra decide pegar no seu pé e, o principal, rock and roll genial na melhor acepção da palavra.

(Obs: a fota, além do nome igual, não tem mais nada a ver com o filme)

Saturday Morning Watchmen?

quinta-feira, março 05, 2009

No Colo do Pato



Quem, em sã consciência, criou um brinquedo assim? E como foi que o Seu Disney permitiu?

“Coraline e o Mundo Secreto” (Henry Selick)



Medo é um treco infantil por natureza, pelo simples fato de que é complicado justificá-lo, na maior parte do tempo. Por isso mesmo, nada mais natural que existam (ainda que de forma rara) filmes infantis capazes de apresentar este medo irracional para as crianças de hoje, assim como nós pudemos conviver, quando rebentos, com o medo da bruxa de “Branca De Neve”, com a surrealidade de “Os 5.000 Dedos Do Dr. T” ou com o diabólico “O Bebê De Rosemary”, embora eu ainda ache que este último filme, muito provavelmente, não devesse ter feito parte da minha infância.

“Coraline E O Mundo Secreto” é assim: de meter medo. Aquele medo do desconhecido, do inusitado, do mundo perfeito que todos nós sabemos que pode ser tudo, menos perfeito.

Melhor ainda é que todo o medo contido neste filme se traduz no clima, no ritmo, na capacidade de apresentar sutilezas discrepantes, e crescentes, que demonstram o “algo errado” que existe no tal mundo secreto. E nada de sustos óbvios. Ou clichês básicos de ação ou tensão.

Culpa de Neil Gaiman, em parte, penso eu. Afinal, este cara consegue meter medo de forma simples em enredos nem tanto. E consegue criar mundos particulares com inúmeras particularidades neilgaimanianas, mesmo quando escreve, teoricamente, para crianças.

Culpa também de Henry Selick. Ele é capaz de fazer mundos (e medos) impensáveis existirem na realidade do stop-motion, e com uma precisão e um nível de detalhe também impensáveis. E consegue pensar e filmar em 3 dimensões de forma coerente e bela, quase nos colocando dentro de cenários perfeitos, climáticos, surreais e belos.

É, usei “bela” e “belos” numa mesma frase, e não foi por acaso. Assim como não foi por acaso que “medos” estava no mesmo parágrafo. É que, não por acaso, este filme consegue a proeza incrível de tornar belo o medo, e medo o belo.

Oração do Dia

"Por que escovar os dentes quatro vezes ao dia e fazer sexo duas vezes por semana? Por que não o contrário?" (Woody Allen)

Não fui eu quem fiz



Ou fui, mas nem tanto. Só queria postar um treco ou dois, mas o blogger não deixava, dava pau e coisa e tal. Aí tentei mexer em alguma coisa nas configurações e a coisa toda se desconfigurou. Tive que escolher um novo template. E algumas coisas desapareceram e não consigo repor, por mais que tenha os códigos salvos. Mas a logomarca do Meditabundas não. Essa já não existia antes, sabe-se lá porque/por quê/porquê/por que. Mas pelo menos agora temos enquetes e arquivo. Não que alguém as responda ou vasculhe o passado. Mas se alguma alma meditabunda manjar de programation e quiser fazer uma restauration, fique a vontade. Até parece...

quarta-feira, março 04, 2009

Garfield minus Garfield.

Boneca Cocôzinho



“Ah, o quê não inventam hoje em dia!”. Eu, que adoro lojas de brinquedo, vez por outra me deparo com comentários assim de pessoas não tão “brincalhonas” e que, às vezes, caem de pára-quedas nestas lojas, surpresas com as novidades.

Mas desta vez até eu me surpreendi. Agora já existe uma boneca que simplesmente larga um barro (veja o comercial). Ou seja, não satisfeita com um xixi básico, ela caga mesmo. E o trôço fica ali, à vista, no vaso de brinquedo. Se tem cheiro também eu nem sei. Mas que é eca, é.

Meu filho chama a medonha de Boneca Diarréia, já que, ao final do comercial, ela já está precisando evacuar novamente. Deve ter comido muito milho verde...

Que fim? Que fim? Que fim levou a nossa MeditaLogo?

O Jogo Dos Carneiros



Cuidado!!! Muito cuidado com o Jogo dos Carneiros!!!