sexta-feira, abril 17, 2009

Comentando




De um post do Blue Bus de ontinti: segundo uma matéria do jornalistão Michael Malone (publicada semana passada no site “ABC-ABC-Toda-Criança-Tem-Que-Ler-E-Escrever News”), a maneira como você colabora escrevinhando pela Internet define a vossa pessoinha como um determinado tipo de comentarista. Ou “seje”: se você participa de fóruns ou publica comentários em blogs, pode se encaixar em algum dos quatro tipos descritos pelo carinha lá.

Como perguntou a moça feia que caneteou o treco no ônibus azul, será que você se identifica com algum deles?

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Troll - Esse é o tipo que intencionalmente visita os sites para acirrar as discussoes, provocar reaçoes furiosas de outros usuarios. E entao ele desaparece.

Skimmer - Esse é aquele que lê apenas o titulo ou uma frase, tira conclusoes erradas e entra numa discussao que acaba fazendo com que ele passe vergonha.

Kumbaya - Esse aparece quando o debate já avançou muito e pergunta - 'Será que nao podemos chegar a um consenso?'. Em geral, é ignorado ou descartado.

Parser - Esse está preocupado com a gramática, corrige comentários de outros, esquecendo que a comunicaçao na internet é rápida e casual.

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P. S. 1: Propositadamente, eu mantive o texto como foi escrito por ela, sem acentos e outras cousas indispensáveis para mim como redator. E comento: comunicação “rápida e casual” de cu é rola. De anal-fabeto.

P. S. 2: Algo a comentar?

quarta-feira, abril 15, 2009

Old You



A fita K-7 é tão passado quanto você. Tanto que carece até de explicação didático-infantil. Via @inagaki.

segunda-feira, abril 13, 2009

Pagando pedágio pra ficar parado



Até bem pouco tempo atrás, a BR 116, entre Curitiba-PR e Mafra-SC, não tinha pedágio. A estrada não estava duplicada, o asfalto não era 100%, mas você conseguia ir e vir sem perder tempo em paradas inúteis por conta de congestionamentos.

Agora, a BR 116, entre Curitiba-PR e Mafra-SC, tem pedágio. Duas praças em menos de 100 quilômetros. A estrada continua igual, sem sinal de duplicação, o asfalto ainda não é 100% (deu uma melhoradinha, mas é só), e agora você enfrenta grandes congestionamentos em datas comemorativas.

Foi o que aconteceu ontem, quando eu retornava à Curitiba após o feriado de Páscoa. Um congestionamento de quilômetros se formou da entrada de Mandirituba até a praça de pedágio. E o caos continuou após o pagamento do pedágio – sim, eu e todos os outros motoristas tivemos de pagar pelo inestimável serviço de ficarmos parados num congestionamento.

E numa olhadela superficial, tudo parece (só) falta de planejamento. Parece que basta uma ajeitadinha no asfalto, umas placas de curva acentuada à direita e uns olhos-de-gato na estrada e pronto, já está tudo liberado para que o pedágio possa ser cobrado. O fato de que, em feriados, o fluxo aumenta e a estrada, simples, pode não comportar o afunilamento dos carros não deve ter sido levado em consideração.

As cancelas em funcionamento - acho que eram oito ontem à noite, tentavam imprimir velocidade, mas isso era impossível quando, poucos metros depois, estas oito pistas se reduziam a apenas uma. E isso sem a presença de um funcionário sequer para orientar o caos. Só havia funcionários antes das cancelas, talvez para agilizar o pagamento. Um desrespeito incrível da empresa OHL para com os motoristas. Um contra-senso, já que agora a gente parece obrigado a pagar não por benefícios, mas por transtornos. Uma duplicação de pista entre Mandirituba e Fazenda Rio Grande era o mínimo necessário para permitir o fluxo normal de veículos em momentos de pico. E em momentos normais também.

Mas isso exigiria planejamento e investimento. E é claro que governantes e empresas não querem perder tempo e dinheiro com ações que beneficiem quem viaja a lazer ou a trabalho. O objetivo é, ou aparenta ser, lucrar rápido e sem nenhuma contrapartida para os chamados usuários.

Sem opções, nos vemos obrigados a pagar pelo direito de ficarmos parados.

quinta-feira, abril 09, 2009

O Mesmo Filme

É, parece que a Disney faz o mesmo filme desde 1937 (via @marcelohessel).

quarta-feira, abril 08, 2009

Nerd Dream



terça-feira, abril 07, 2009

Obscuridades



Algumas muitas raridades do Bill Watterson que vão, inclusive, além do Calvin.

segunda-feira, abril 06, 2009

Orgia Tipográfica


Flickermood 2.0 from Sebastian Lange on Vimeo.

sexta-feira, abril 03, 2009

A melhor foto de "Transformers 2" até agora



(Clique nela - ou neles - pra ampliar).

quinta-feira, abril 02, 2009

Polemização Meditabúndica I



Não brinca com a comida, piá de merda!

O mundo anda ficando cada vez chato. Isso é um fato. O estilo de vida politicamente correto parece mais um espectro sinistro a nos envolver cada vez mais, nos algemando, calando bocas, enclausurando vidas e matando a graça de tudo. E tudo pra quê? Sabe que eu não sei.

Ok. Até acho que as baleias devem ser salvas, mesmo sem nunca ter visto uma. Os pandas também, pois são fofos. Até mesmo os jacarés de papo amarelo merecem uma chance – eu inclusive acho que o Barigui é o lugar deles. O meio ambiente, claro, se mostra tão fudido que a gente deve mesmo tentar agir diferente, ainda que eu pense que talvez já seja tarde demais. E tratar de informar, agir e bla-bla-blar é normal, compreensivo e legal. Mas tem ONG que exagera. E extrapola. E torra o saco.

Agora querem acabar com os brindes nos lanches das cadeias de fast-food. Ou acabaram. Ou estão acabando. É que essas pendengas jurídicas são meio cafusas mesmo. Culpa, ao que parece, desta ONG aqui. E lá vai o Ministério Público fazer o que não sabe fazer direito. E lá se vão as lembrancinhas legais, sob a égide de que são elas que fazem as crianças se empanturrarem de comidas mortais. Sei. Então tá. Então agora não veremos mais crianças no McDonald’s ou no Burger King. Afinal, os pais não gostam mesmo de ir lá, não é?

Não é. A diferença é que agora as crianças vão entupir suas veias com outros lanches, talvez maiores, já que “o lanchinho pequeno não tem mais brinquedo mesmo”. Penso que o próximo passo seja retirar os parquinhos destas lanchonetes. É isso que atrai as crianças, em última instância. E você sabe como esses brinquedos são perigosos. Além do que subir e descer de escorregadores coloridos não é lá um exercício muito legal. Melhor mesmo é que as crianças permaneçam sedentariamente sentadas até a chegada da gordurajeira.

Assinar uma medida assim é como assinar um atestado do tipo “os pais são todos uns antas”. Como se fossemos todos retardados mentais sem controle alguns sobre nossos pequenos ditadores. Pô, deixa que eu exerço o meu direito de dizer “não” ao meu filho. E se for pra dizer “sim”, que seja eu a dizê-lo, e que isso venha através da meritocracia, do sentimento de valor das coisas e coisas assim. Tá, pode até ser que muitos pais sejam antas demais. Mas então que tal uma campanha de esclarecimento, com argumentos e etc e tal? Afinal, tirar o brinquedo das mãos das crianças é sacanagem. Até porque, pra muitas crianças, esse é o verdadeiro brinquedo a que elas têm acesso. Porque é barato e é bem feito. Experimente encontrar um boneco licenciado da Disney, Warner ou Cartoon Network numa loja de brinquedos. Você vai morrer com cinquentão, no mínimo. Mas lá na lanchonete, a coisa toda sai por menos de quinzão. E pra muita criança ir a um fast-food é um evento diferente e divertido. Ah vá, deixa eles comerem umas gordurinhas de vez em quando. Vai dizer que você não comia das suas besteiras quando infante? Agora, se a criança é daquelas que não sai das lanchonetes, e tem todas as coleções e tudo mais, pô, para de mimar esse pentelho. Porque o erro, com certeza, não está só no que ele come. Por fim, tem muito marmanjo (e marmanja) que gosta de um brinquedinho. Só dessa coleção recente, do “Star Wars”, eu queria todos os itens. Mas não comprei, nem pra mim, nem pro meu piá. Temos três, num regime quase comunista de “o que é teu é meu também”. E pronto. Tá bom demais.

Mas calma que tem mais. Não satisfeitos com isso, o pessoal desta tal ONG quer também detonar os brinquedos dos ovos de Páscoa. É isso aí. Chocolate pode. Chocolate + brinquedo não. Por quê? Porque seria esta combinação que levaria os pimpolhos a comer tais doces. Sei... Na nossa época (ah, bons tempos aqueles) não existiam brinquedos nem ovos temáticos com dupla cobertura e o caralho a quatro (ah, nem tão bons tempos aqueles). E mesmo assim a gente se entupia de chocolate parafinado e caixa de bombom com aqueles famigerados recheados de passas, ameixa e frutas afins. A diferença está em saber dizer não à comilança. Não era hora de uma ONG surgir pra ensinar mais rigidez aos pais? Pronto! Senão, o jeito é esquecer o kinder ovo, a figurinha do chiclete, o palitinho plástico de picolé que encaixa no outro, o brinquedinho no sucrilhos, a bexiguinha no sorvete de maria-mole e por aí vai. E já que é assim, se são os adultos que não sabem regular os filhos, talvez seja porque eles também não sabem se autorregular. Então chega de brindes adultos, como xícara de Nescafé, vidros decorados de massa de tomate e colher de plástico junto com, sei lá, aqueles iogurtes que fazem a gente cagar.

E se você continuar navegando no site da Alana, vai encontrar outros absurdos diversos, geralmente contra comerciais de TV divulgando produtos infantis (comidas e brinquedos) e até mesmo uma reclamação contra o Mauricio de Sousa que, vejam só, aceita anúncios destes mesmos produtos direcionados para crianças em suas revistinhas. Absurdo. Tá, argumentar que a publicidade nos seus gibis é uma de suas fontes de renda não vale. Afinal ele já deve estar rico, não é mesmo?

Tem mais alguma coisa que te incomoda? Monta uma ONG e vai pentelhar a vida alheia. Quem sabe você consegue deixar este planeta sem graça ainda mais sem graça.

quarta-feira, abril 01, 2009

Fraseando

"MSN é Twitter de velho."

segunda-feira, março 30, 2009

Faça seu Slogan



Sim, existe uma cueca feita de fibra de bambu. Aproveitando a piada pronta, qual seria o seu slogan?

sexta-feira, março 27, 2009

Cat Shit One.
It is Jesus, LOL!
Spam do caralho

quinta-feira, março 26, 2009

O que é isso?



Óbvio? Ou não?

quarta-feira, março 25, 2009

Faça sua legenda.



Alunos fazem protesto contra o aumento da carga horária nas escolas do Espírito Santo.
Roubando uma idéia do Nego Lee, faça aí sua legenda.

segunda-feira, março 23, 2009

“THX 1138” (George Lucas)



Drogas que nublam a mente. Opressão onipresente. Branca. Indiferente. Esse é o mesmo cara que criou Ewoks, Wookiees, Hutts e Jawas? Não parece. Aqui o bem e o mal surgem palidamente mesclados em uma leucoplasia tecnológica inebriante. E entediante. Não há diferente. Somente iguais, calvos, tristes, apáticos, autômatos. Como máquinas. Ou pior.

THX 1138 questiona, sem saber o quê questiona. Sua companheira interrompe a medicação. De ambos. E ambos copulam. Não mais do que isso. Longe de ser sexo. Longe de ser amor. Ainda que surja algum tipo de sentimento. Confuso. Obtuso. Necessário.

Ainda assim, as dúvidas seguem. E câmeras e olhos os perseguem. A todos. O que fazer? THX não sabe. LUV pensa numa fuga. Enquanto fica grávida. Mas tudo nubla. Como antes. Como sempre. Sempre em branco.

Uma prisão sem muros oprime mais do que mil grades. Uma saída improvável se faz de amizades improváveis. Mas até a amizade se faz difícil de sentir. Talvez retornar seja melhor. O medo do desconhecido é a opressão de cada um sobre si próprio. E tantos não vão além.

Mesmo sem uma razão, ou diante da verdade avessa à razão, THX segue em frente. Fuga feita de velocidade e necessidade. E uma longa escada o leva a um novo tom cromático. Nada apático. Totalmente apoteótico. E ainda assim, inconclusivo.

(Mesmo sendo menos nesta revisão, “THX 1138” mantém sua força graças às opções de direção, edição e som. Assepsia, closes, planos e contraplanos monocromáticos, lentidão, telas de TV onipresentes, ousadias visuais – tudo isso mostra que George Lucas sabia fazer cinema, mas parece ter se cansado. E sabia [e sabe] criar mundos únicos, ainda que às vezes baseados em histórias frágeis. Mas mesmo assim, “THX 1138” figura entre as grandes distopias dos anos 70. E permanece atual até hoje [inclusive visualmente, ainda que conte com algumas atualizações imagéticas], sendo altamente recomendado.)

Sem entender nada



Ninguém estava preparado para o que aconteceria. Talvez por isso mesmo é que aconteceu. Pra surpreender. E surpreendeu.
Foi quase o fim do mundo. Foi triste e sujo. Foi longo e forte. Foi pior que a morte.
Alguns se ajoelharam e rezaram. Outros roubaram e mataram antes de morrerem sem nada gastar. Tantos choraram. Tantos se cruzaram e cruzaram pelo simples ato de acharem que o ato os perpetuaria de alguma forma. Ou então era só desespero. De todos.
E só não foi o fim do mundo em definitivo porque, a esmo, uns e outros sobreviveram. E vivem até hoje numa terra devastada, sem entender nada.

quinta-feira, março 19, 2009

Bom Filme Ruim - “Xtro” (Harry Bromley Davenport)



Houve um tempo, improvável, mas mesmo assim real, em que os filmes que você assistia em casa não existiam como pacotes de dados circulando pelo ciberespaço. Nem mesmo como disquinhos brilhantes lidos por raios azuis ou vermelhos. Houve um tempo em que eles existiam em fitas magnéticas recobertas por um vil plasticão preto e duro. Eram chamadas de VHS. E estavam disponíveis em videolocadoras ou, ainda antes, em videoclubes.

E houve um tempo, entre o “ainda antes” do parágrafo anterior e o “um pouco depois” recém-surgido neste parágrafo, em que 99,9% dos acervos eram piratas. Uma pirataria por vezes tão tosca quanto a que existe hoje nas cópias gravadas direto das telas de cinemas, só que ainda pior por culpa das câmeras VHS, bem maiores e bem piores que as atuais. “Rambo II” eu vi numa cópia assim, com ecos que pareciam gravados no Grand Canyon e uma imagem tão borrada que era quase como se o tubo de raios catódicos fosse feito de vidro jateado – sem falar das pessoas entrando e saindo da sessão na minha frente, e isso na TV de casa. Até hoje me surpreendo com o fato do filme se passar, na maior parte do tempo, durante o dia (jurava que era tudo à noite), e de Rambo não ser um cara negro - como o personagem de Robert Downey Jr. neste filme recente também de guerra na selva (se eu não tivesse revisto “Rambo II” em cópia decente um tempo depois, poderia até pensar que o personagem branco/negro em “Trovão Tropical” era uma homenagem/referência/paródia ao Rambo do Sylvester Stallone).

Mas como sempre eu divago um montão (pelo menos sem dizer “ah! no passado era tudo mais bão”). O lugar aonde eu queria chegar, ou o tempo, sei lá, era mais ou menos nesta época em que os filmes eram todos piratas e, até por conta disso, inúmeros filmes eram tosqueiras obscuras que nunca mais eu vi na vida, seja em fita original, DVD ou mesmo nos e-mules da vida. Muitas vezes porque nem o nome do filme, nem diretor, nem atores eram dignos de permanecer na minha memória. Não é o caso de “Xtro”.

Mesmo sem saber de elenco ou equipe técnica, eu guardava algumas boas memórias do filme. E revendo-o, eu descobri a razão. O filme é uma tosqueira muito boa. E tem inúmeras cenas emblemáticas, fortes, marcantes mesmo. E isso não é piada. As cenas impressionam pelo ineditismo, pelo inusitado, pelo impacto visual e, algumas, claro, pelo absurdo e pela gratuidade. A primeira aparição do ET, o (re)nascimento do abduzido, o Falcon vivo, o tanque de guerra, o surreal (e besta) palhaço sem-graça, os contatos imediatos – tudo isso permanecia gravado de forma indelével na minha memória, desde os tempos de adolescente babão até hoje. E o pior: era tudo (ou quase tudo) muito bão.

Reencontrar tal tosquice foi como reencontrar um momento quase imaculado do meu passado (profundo isso, não?).

Pra você entender mais ou menos sobre o que versa o (estapafúrdio e frágil) roteiro, pense nele como uma versão inglesa e “do mal” de “E.T – O Extraterrestre” (veja só, eu lembrava até que o filme era inglês, mas isso só por conta da mão inglesa por onde os personagens dirigem pra lá e pra cá – e muito!).

Em suma: vale ver. E ter medo. Pouco medo. E rir. Rir muito.

quarta-feira, março 18, 2009

From Abba to Zappa



Será que você sabe todos, de A a Z?