sexta-feira, dezembro 16, 2005



Potresto

Eles estão entre nós. Eles, os puxa-sacos. Compadre, eu não sei se tô ficando velho, ficando chato ou as duas coisas, o fato é que eu não sei mais lidar com isso. Não, não sei. Tô cansado do simples convívio, da observação, da convivência forçada com essa raça. Eles estão aí, na rua, no trabalho. E o que faz uma pessoa ser assim, Jesúis? Será que meu nojo é entojo? Porque não é fácil ser puxa-saco. Tem que se empenhar mesmo, é um lobby sem fim, um teatro improvisado (às vezes não, há muito ensaio). Mas é nojento. E a pessoa sabe que você sabe, mas o que importa é o dono do saco, the boss. Eu, que nunca mandei, só obedeci, pergunto: o que pensa o puxa-sacável? Ele sabe e gosta? Não sabe e gosta?
Eu passo. Não é pra mim. Não quero migalha em troca de babação. Tento dizer o que penso ou, no máximo, recolho-me à minha insignificância no cocô do cavalo do bandido. Prefiro me dar muito mal, mas não rélo nessa putaria. Vai, que puxe o saco, suba na vida e me esqueça. Erght, hoje eu tô com noja.
Falta uma semana para o aniversário de 3 anos do Meditabundas. Tá, e daí?

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Quem tem meda do bom velhinho?



Estas crianças, talvez?

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Poker Erótico





Um grupo de amigos joga poker despreocupadamente na sala. Entre um gole e outro de uísque, a conversa começa a perder o rumo:
- Vocês já fizeram o Moinho de Vento?
- Não, como é?
- Você fica deitado, assim ó, e a mulher fica em cima de você, girando.
- Ah! Sim, claro!
- Claro!
- Claro!
- Várias vezes!
- E o Pêndulo Grego?
- Hu!
- Sempre.
- É o melhor...
- O melhor mesmo é a Cavalgada Espartana.
- Coisa de louco!
- Nem me fale!
- Hu!
- Cansei de tanto fazer.
- O Estopim de Chernobil...
- Nossa!
- Bem lembrado! Bem lembrado!
- O bom é que, junto com o Estopim dá para fazer com uma Espanhola Vintage, é claro.
- Hu!
- Mas sabe o que eu gosto mesmo? É da Pirâmide Valenda.
- Pirâmide Valenda?
- É... Você coloca ela no nos ombros, de frente para você, assim ó!
- Oh!
- Oh!
- Hmmm!
Eles param por um segundo e ficam olhando para o teto, pensativos, buscando ou criando alguma imagem em suas cabeças.
Nesse momento, o filho adolescente de um deles que está ouvindo tudo no quarto ao lado grita:
- Ô... Pai! E o Ataque Kossaco?
Seu pai cai da cadeira com um Full House na mão.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Recordação do lendário almoço de sexta