sexta-feira, abril 03, 2009

A melhor foto de "Transformers 2" até agora



(Clique nela - ou neles - pra ampliar).

quinta-feira, abril 02, 2009

Polemização Meditabúndica I



Não brinca com a comida, piá de merda!

O mundo anda ficando cada vez chato. Isso é um fato. O estilo de vida politicamente correto parece mais um espectro sinistro a nos envolver cada vez mais, nos algemando, calando bocas, enclausurando vidas e matando a graça de tudo. E tudo pra quê? Sabe que eu não sei.

Ok. Até acho que as baleias devem ser salvas, mesmo sem nunca ter visto uma. Os pandas também, pois são fofos. Até mesmo os jacarés de papo amarelo merecem uma chance – eu inclusive acho que o Barigui é o lugar deles. O meio ambiente, claro, se mostra tão fudido que a gente deve mesmo tentar agir diferente, ainda que eu pense que talvez já seja tarde demais. E tratar de informar, agir e bla-bla-blar é normal, compreensivo e legal. Mas tem ONG que exagera. E extrapola. E torra o saco.

Agora querem acabar com os brindes nos lanches das cadeias de fast-food. Ou acabaram. Ou estão acabando. É que essas pendengas jurídicas são meio cafusas mesmo. Culpa, ao que parece, desta ONG aqui. E lá vai o Ministério Público fazer o que não sabe fazer direito. E lá se vão as lembrancinhas legais, sob a égide de que são elas que fazem as crianças se empanturrarem de comidas mortais. Sei. Então tá. Então agora não veremos mais crianças no McDonald’s ou no Burger King. Afinal, os pais não gostam mesmo de ir lá, não é?

Não é. A diferença é que agora as crianças vão entupir suas veias com outros lanches, talvez maiores, já que “o lanchinho pequeno não tem mais brinquedo mesmo”. Penso que o próximo passo seja retirar os parquinhos destas lanchonetes. É isso que atrai as crianças, em última instância. E você sabe como esses brinquedos são perigosos. Além do que subir e descer de escorregadores coloridos não é lá um exercício muito legal. Melhor mesmo é que as crianças permaneçam sedentariamente sentadas até a chegada da gordurajeira.

Assinar uma medida assim é como assinar um atestado do tipo “os pais são todos uns antas”. Como se fossemos todos retardados mentais sem controle alguns sobre nossos pequenos ditadores. Pô, deixa que eu exerço o meu direito de dizer “não” ao meu filho. E se for pra dizer “sim”, que seja eu a dizê-lo, e que isso venha através da meritocracia, do sentimento de valor das coisas e coisas assim. Tá, pode até ser que muitos pais sejam antas demais. Mas então que tal uma campanha de esclarecimento, com argumentos e etc e tal? Afinal, tirar o brinquedo das mãos das crianças é sacanagem. Até porque, pra muitas crianças, esse é o verdadeiro brinquedo a que elas têm acesso. Porque é barato e é bem feito. Experimente encontrar um boneco licenciado da Disney, Warner ou Cartoon Network numa loja de brinquedos. Você vai morrer com cinquentão, no mínimo. Mas lá na lanchonete, a coisa toda sai por menos de quinzão. E pra muita criança ir a um fast-food é um evento diferente e divertido. Ah vá, deixa eles comerem umas gordurinhas de vez em quando. Vai dizer que você não comia das suas besteiras quando infante? Agora, se a criança é daquelas que não sai das lanchonetes, e tem todas as coleções e tudo mais, pô, para de mimar esse pentelho. Porque o erro, com certeza, não está só no que ele come. Por fim, tem muito marmanjo (e marmanja) que gosta de um brinquedinho. Só dessa coleção recente, do “Star Wars”, eu queria todos os itens. Mas não comprei, nem pra mim, nem pro meu piá. Temos três, num regime quase comunista de “o que é teu é meu também”. E pronto. Tá bom demais.

Mas calma que tem mais. Não satisfeitos com isso, o pessoal desta tal ONG quer também detonar os brinquedos dos ovos de Páscoa. É isso aí. Chocolate pode. Chocolate + brinquedo não. Por quê? Porque seria esta combinação que levaria os pimpolhos a comer tais doces. Sei... Na nossa época (ah, bons tempos aqueles) não existiam brinquedos nem ovos temáticos com dupla cobertura e o caralho a quatro (ah, nem tão bons tempos aqueles). E mesmo assim a gente se entupia de chocolate parafinado e caixa de bombom com aqueles famigerados recheados de passas, ameixa e frutas afins. A diferença está em saber dizer não à comilança. Não era hora de uma ONG surgir pra ensinar mais rigidez aos pais? Pronto! Senão, o jeito é esquecer o kinder ovo, a figurinha do chiclete, o palitinho plástico de picolé que encaixa no outro, o brinquedinho no sucrilhos, a bexiguinha no sorvete de maria-mole e por aí vai. E já que é assim, se são os adultos que não sabem regular os filhos, talvez seja porque eles também não sabem se autorregular. Então chega de brindes adultos, como xícara de Nescafé, vidros decorados de massa de tomate e colher de plástico junto com, sei lá, aqueles iogurtes que fazem a gente cagar.

E se você continuar navegando no site da Alana, vai encontrar outros absurdos diversos, geralmente contra comerciais de TV divulgando produtos infantis (comidas e brinquedos) e até mesmo uma reclamação contra o Mauricio de Sousa que, vejam só, aceita anúncios destes mesmos produtos direcionados para crianças em suas revistinhas. Absurdo. Tá, argumentar que a publicidade nos seus gibis é uma de suas fontes de renda não vale. Afinal ele já deve estar rico, não é mesmo?

Tem mais alguma coisa que te incomoda? Monta uma ONG e vai pentelhar a vida alheia. Quem sabe você consegue deixar este planeta sem graça ainda mais sem graça.

quarta-feira, abril 01, 2009

Fraseando

"MSN é Twitter de velho."

segunda-feira, março 30, 2009

Faça seu Slogan



Sim, existe uma cueca feita de fibra de bambu. Aproveitando a piada pronta, qual seria o seu slogan?

sexta-feira, março 27, 2009

Cat Shit One.
It is Jesus, LOL!
Spam do caralho

quinta-feira, março 26, 2009

O que é isso?



Óbvio? Ou não?

quarta-feira, março 25, 2009

Faça sua legenda.



Alunos fazem protesto contra o aumento da carga horária nas escolas do Espírito Santo.
Roubando uma idéia do Nego Lee, faça aí sua legenda.

segunda-feira, março 23, 2009

“THX 1138” (George Lucas)



Drogas que nublam a mente. Opressão onipresente. Branca. Indiferente. Esse é o mesmo cara que criou Ewoks, Wookiees, Hutts e Jawas? Não parece. Aqui o bem e o mal surgem palidamente mesclados em uma leucoplasia tecnológica inebriante. E entediante. Não há diferente. Somente iguais, calvos, tristes, apáticos, autômatos. Como máquinas. Ou pior.

THX 1138 questiona, sem saber o quê questiona. Sua companheira interrompe a medicação. De ambos. E ambos copulam. Não mais do que isso. Longe de ser sexo. Longe de ser amor. Ainda que surja algum tipo de sentimento. Confuso. Obtuso. Necessário.

Ainda assim, as dúvidas seguem. E câmeras e olhos os perseguem. A todos. O que fazer? THX não sabe. LUV pensa numa fuga. Enquanto fica grávida. Mas tudo nubla. Como antes. Como sempre. Sempre em branco.

Uma prisão sem muros oprime mais do que mil grades. Uma saída improvável se faz de amizades improváveis. Mas até a amizade se faz difícil de sentir. Talvez retornar seja melhor. O medo do desconhecido é a opressão de cada um sobre si próprio. E tantos não vão além.

Mesmo sem uma razão, ou diante da verdade avessa à razão, THX segue em frente. Fuga feita de velocidade e necessidade. E uma longa escada o leva a um novo tom cromático. Nada apático. Totalmente apoteótico. E ainda assim, inconclusivo.

(Mesmo sendo menos nesta revisão, “THX 1138” mantém sua força graças às opções de direção, edição e som. Assepsia, closes, planos e contraplanos monocromáticos, lentidão, telas de TV onipresentes, ousadias visuais – tudo isso mostra que George Lucas sabia fazer cinema, mas parece ter se cansado. E sabia [e sabe] criar mundos únicos, ainda que às vezes baseados em histórias frágeis. Mas mesmo assim, “THX 1138” figura entre as grandes distopias dos anos 70. E permanece atual até hoje [inclusive visualmente, ainda que conte com algumas atualizações imagéticas], sendo altamente recomendado.)

Sem entender nada



Ninguém estava preparado para o que aconteceria. Talvez por isso mesmo é que aconteceu. Pra surpreender. E surpreendeu.
Foi quase o fim do mundo. Foi triste e sujo. Foi longo e forte. Foi pior que a morte.
Alguns se ajoelharam e rezaram. Outros roubaram e mataram antes de morrerem sem nada gastar. Tantos choraram. Tantos se cruzaram e cruzaram pelo simples ato de acharem que o ato os perpetuaria de alguma forma. Ou então era só desespero. De todos.
E só não foi o fim do mundo em definitivo porque, a esmo, uns e outros sobreviveram. E vivem até hoje numa terra devastada, sem entender nada.

quinta-feira, março 19, 2009

Bom Filme Ruim - “Xtro” (Harry Bromley Davenport)



Houve um tempo, improvável, mas mesmo assim real, em que os filmes que você assistia em casa não existiam como pacotes de dados circulando pelo ciberespaço. Nem mesmo como disquinhos brilhantes lidos por raios azuis ou vermelhos. Houve um tempo em que eles existiam em fitas magnéticas recobertas por um vil plasticão preto e duro. Eram chamadas de VHS. E estavam disponíveis em videolocadoras ou, ainda antes, em videoclubes.

E houve um tempo, entre o “ainda antes” do parágrafo anterior e o “um pouco depois” recém-surgido neste parágrafo, em que 99,9% dos acervos eram piratas. Uma pirataria por vezes tão tosca quanto a que existe hoje nas cópias gravadas direto das telas de cinemas, só que ainda pior por culpa das câmeras VHS, bem maiores e bem piores que as atuais. “Rambo II” eu vi numa cópia assim, com ecos que pareciam gravados no Grand Canyon e uma imagem tão borrada que era quase como se o tubo de raios catódicos fosse feito de vidro jateado – sem falar das pessoas entrando e saindo da sessão na minha frente, e isso na TV de casa. Até hoje me surpreendo com o fato do filme se passar, na maior parte do tempo, durante o dia (jurava que era tudo à noite), e de Rambo não ser um cara negro - como o personagem de Robert Downey Jr. neste filme recente também de guerra na selva (se eu não tivesse revisto “Rambo II” em cópia decente um tempo depois, poderia até pensar que o personagem branco/negro em “Trovão Tropical” era uma homenagem/referência/paródia ao Rambo do Sylvester Stallone).

Mas como sempre eu divago um montão (pelo menos sem dizer “ah! no passado era tudo mais bão”). O lugar aonde eu queria chegar, ou o tempo, sei lá, era mais ou menos nesta época em que os filmes eram todos piratas e, até por conta disso, inúmeros filmes eram tosqueiras obscuras que nunca mais eu vi na vida, seja em fita original, DVD ou mesmo nos e-mules da vida. Muitas vezes porque nem o nome do filme, nem diretor, nem atores eram dignos de permanecer na minha memória. Não é o caso de “Xtro”.

Mesmo sem saber de elenco ou equipe técnica, eu guardava algumas boas memórias do filme. E revendo-o, eu descobri a razão. O filme é uma tosqueira muito boa. E tem inúmeras cenas emblemáticas, fortes, marcantes mesmo. E isso não é piada. As cenas impressionam pelo ineditismo, pelo inusitado, pelo impacto visual e, algumas, claro, pelo absurdo e pela gratuidade. A primeira aparição do ET, o (re)nascimento do abduzido, o Falcon vivo, o tanque de guerra, o surreal (e besta) palhaço sem-graça, os contatos imediatos – tudo isso permanecia gravado de forma indelével na minha memória, desde os tempos de adolescente babão até hoje. E o pior: era tudo (ou quase tudo) muito bão.

Reencontrar tal tosquice foi como reencontrar um momento quase imaculado do meu passado (profundo isso, não?).

Pra você entender mais ou menos sobre o que versa o (estapafúrdio e frágil) roteiro, pense nele como uma versão inglesa e “do mal” de “E.T – O Extraterrestre” (veja só, eu lembrava até que o filme era inglês, mas isso só por conta da mão inglesa por onde os personagens dirigem pra lá e pra cá – e muito!).

Em suma: vale ver. E ter medo. Pouco medo. E rir. Rir muito.

quarta-feira, março 18, 2009

From Abba to Zappa



Será que você sabe todos, de A a Z?

Diferente para Sempre



A garoinha fina insistia em cair. Ou em flutuar no ar, melhor, porque de tão fina e leve quase nem conseguia chegar ao chão. Ficava suspensa, molhando por mais tempo os rostos cinzas que iam e vinham e vinham e iam. Quando então, do nada, um rosto sem nada de cinza cruzou o seu campo visual. O café que ele bebia no café, quase tão sem açúcar quanto todos os outros rostos vistos durante as horas anteriores, foi deixado pela metade. Ele sabia que deveria seguir o rosto que não era cinza. Havia uma razão que ele desconhecia para os seus passos apressados.

O rosto nada cinza pertencia a uma mulher linda, feita de cores e luzes. Nada difícil de seguir. Era como se a vida só existisse nela. Talvez por isso ele não se importasse em trombar nas outras pessoas - elas não tinham vida nenhuma para ser perturbada pelos encontrões. Foi chegando mais perto. O brilho aumentava. O perfume suave e único já podia ser sentido. Foi quando a mulher feita de vida, luz e cor pôs-se a atravessar a rua. E ele, ao tentar fazer o mesmo, viu o sinal cinza fechar. E ela se distanciar.

Foi quando gritou. Um grito besta, alto e estranho. E assim como o resto do mundo, ela também parou. E se voltou para ele. No segundo seguinte, o resto do mundo voltou a viver a sua vida cinza, posto que o grito se revelou só um ruído, mas ela, ela permaneceu parada do outro lado da rua. A observá-lo.

E então, ela sorriu para ele. Um sorriso tímido e breve. Breve e insuficiente, posto que no momento seguinte ela seguiu em frente. E desapareceu entre os tantos outros cinzas que desciam a escadaria do metrô junto com ela.

Ele ficou ali parado, quase podendo vê-la no lugar antes realmente ocupado por ela. E de repente seus lábios começaram a se curvar. As extremidades onde eles se encontravam começaram a subir pelo rosto. E ele sorriu. E seguiu o seu caminho. Meio cabisbaixo, como sempre. O suficiente para que pudesse ver as suas mãos naquele ir e vir constante. E eis que elas pareciam deixar o cinza para trás. E brilhavam naqueles tons de pele e luz e sombras que ele esquecera existir. E o sorriso não mais o deixou. E ele se foi, diferente, para sempre.

sexta-feira, março 13, 2009

Podcasts Nerds sobre “Watchmen – O Filme”

X

Aqui você pode ouvir um bando de nerds de um site nerd discutindo “Watchmen” por quase duas horas, contando com a presença especial de Kevin Smith. Entre as muitas nerdices, destacam-se observações polêmicas e interessantes, como Zach Snyder ser o Jesus dos nerds, o real porquê de Alan Moore não querer ver a sua obra maior adaptada para outra mídia de maior público, as implicações e limitações do novo final e, até mesmo, a verdadeira orientação sexual de Rorschach. Já neste link, ao contrário das opiniões favoráveis, nerds brasileiros bem maletas tentam explicar porque desgostaram tanto do filme.

O Futuro é Vortex



Lembra que no futuro...

...de "De Volta Para O Futuro 2" a chuva era prevista com uma absurda precisão matemática, mas em compensação quase todo mundo tinha a cara do Michael J. Fox?

...de "Blade Runner" havia superpopulação e chuva ácida, mas em compensação você podia encontrar uma andróide com a cara da Sean Young quando ela ainda era young, bonita e gostosa?

...de "2.001 - Uma Odisséia No Espaço" um supercomputador sacaneava os humanos enquanto um monólito negro dava um puta nó na cabeça da gente, mas em compensação tudo compensava quando o filme era do Kubrick?

...de "Laranja Mecânica" rolava ultra-violência, Tratamento Ludovico e outras sacanagens distópicas, mas em compensação tudo compensava de novo e sempre quando o filme era do Kubrick?

...de "Fuga De Nova York" a grande maçã virava uma grande prisão, mas em compensação você escapava dali fácil, fácil, desde que o seu nome fosse Cobra Plissken?

... de "Brazil - O Filme" um estado totalitário e opressor impedia até mesmo de sonhar, mas em compensação tudo era embalado pela bela Aquarela Do Brasil?

...de "Akira" tudo era caos e devastação (como quase sempre nestes filmes futuristas), mas em compensação tudo era maravilhosamente bem desenhado e animado?

...de "O Dorminhoco" as mulheres eram frígidas, os homens impotentes e o estado era totalitário, mas em compensação o humor do Woody Allen estava afiadíssimo?

...de "O Demolidor" só existia sexo virtual, mas em compensação nada compensava num futuro que tinha Sylvester Stallone e Wesley Snipes se estapeando?

...de "Tron - Uma Odisséia Eletrônica" você podia entrar dentro do computador, mas em compensação o tal computador não passava de um 386 bem meia-boca?

...de "Mad Max" tudo era desolação e a gasolina valia mais do que a água, mas em compensação você... é... hmmm... podia comer bastante areia?

...de "Solaris" (o russo) tudo era devagar quase parado, mas em compensação o final arrepiava?

...de "O Vingador Do Futuro" sua vida era amontoado de mentiras, mas em compensação uma dessas mentiras era a Sharon Stone?

E aí, lembra de mais coisas daquele futuro que não é mais como era antigamente?

quinta-feira, março 12, 2009

Sem Travessão



Você parece não querer mais as minhas palavras. Jamais disse isso. Então tá, vou fazer que acredito. Você não mudou nada, sempre imputando aos outros uma culpa que é só sua. Culpando-me agora? Já estava na hora. Pois bem, o que mais? Precisa? Sempre. Você tem tempo? Todo tempo do mundo. Acho bom se sentar. Calma, eu ainda consigo ficar em pé depois de um baque. Não é por isso, é pelo tempo que vai levar. Me canse, eu agüento. Até parece, como se você não se cansasse sempre antes do tempo. Ah, já começou. Sem hora pra acabar. Comigo? Se for preciso. Precisa? Muito. Quanto? O infinito perde. E perco eu? Perde também. O quê? Só eu. Ah, é isso que você está querendo dizer. Isso? Acabou, é o que você quer dizer. Quero dizer, só não consigo. Então está dito. Assim parece. Então adeus. Adeus.

Old-fashioned People



Sabe aqueles caras que tiram o pente do bolso da calça de tergal e com ele puxam os últimos fios de cabelo da cabeça para trás, tudo isso bem no meio da rua? Pois é, eu achava que eles não existissem mais.

Eu estava errado. Meda.

quarta-feira, março 11, 2009

Caçado



Logo à frente a estrada descrevia um "Z" serifado, com curvas de 90 graus que só mesmo o carro do Automan para conseguir vencer a mais de 60 quilômetros por hora. Seguiu mais devagar, já que não possuía nenhum veículo repleto de néons azulados desenhados por um cursor de computador. Mas não tão devagar assim, pois sabia que estavam nos seus calcanhares, que mesmo não sendo os de Aquiles, revelavam-se frágeis, aliás como todo o resto de seu corpo. Ouviu um baque surdo no topo da serra, e riu da definição do som, pois se o baque era surdo, coitado, não conseguia nem ouvir a si próprio. Outro baque, bem mais perto, e então a visão do inferno se descortinou à sua frente, com um carro em chamas passando a centímetros do seu, para depois continuar rolando desfiladeiro abaixo. Provavelmente aceleraram demais na serifa do "Z". Devem ter explodido no primeiro baque, como todo bom carro de filme americano. Mas aquilo não era filme. E se houvesse final feliz, ainda estava longe. Outros carros se seguiriam aquele. Talvez até mesmo um helicóptero. A razão de tal assédio? Não sei ainda. Talvez num próximo post.

Tunch-Tunch-Tunch-Tizzz-Tizzz-Tizzz-Tunch-Tunch-Tunch



Ninguém nos segue neste blog. Agora ninguém vai nos seguir também no Twitter. Sim, o Meditabundas está também no Twitter. Tá, e daí?